O prefeito Zé Rover (PP) falou à reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE esta semana sobre a suposta crise interna do PP, cuja presidência do diretório municipal está sob seu comando. Rachado em duas alas desde a campanha ao segundo turno das eleições deste ano, a sigla é alvo de comentários que dão conta da possível destituição do prefeito do comando local da legenda. Rover minimizou o problema, mas praticamente estabeleceu prazo de permanência no partido até o final do mandato, “a menos que eu seja expulso”.

O prefeito disse que não crê na possibilidade de uma “rasteira” a fim de tirá-lo da presidência do diretório municipal. “Quem está cuidando do partido é o deputado Carlos Magno, com quem conversei dias atrás e não se falou nada sobre insatisfação da legenda com minha presidência. Por isso, creio que o que se diz por aí é apenas fofoca”. No entanto, Rover admitiu que não conversa com Ivo Cassol, senador e presidente estadual do PP desde o início da campanha do segundo turno das eleições. “Não tenho falado com ele, mas soube através de pessoas próximas ao senador que não há mágoa ou ressentimento em virtude de termos trilhados caminhos opostos naquela fase da campanha”, afirmou.

Apesar disso, o prefeito falou que, “se eu não for expulso, fico no PP pelo menos até o final do mandato”. É importante acrescentar que o termo “expulsão” foi citado por um integrante do partido que faz parte do grupo do Chefe do executivo na segunda-feira, em conversa reservada com a reportagem do site. Com o próprio Rover falando mais uma vez sobre a possibilidade é permitido imaginar que a crise realmente existe e pode ser mais complexa do que está sendo admitido por todos.