O atual secretário municipal de Educação, José Carlos Arrigo (PP), pré-candidato a prefeito nas eleições de 2016, traçou à FOLHA DO SUL ON LINE o perfil que considera adequado ao próximo administrador de Vilhena. Em sua análise, após o termino da “era Rover”, que vier a sucedê-lo terá que ser “muito mais administrador do que político”. Em cima desta avaliação é que ele se prepara para concretizar seu projeto político, que terá início com uma disputa interna entre o próprio grupo ao qual pertence, algo que também não lhe angustia.

Mantendo sua característica de atento avaliador do cenário político local, Arrigo parte do princípio de que os grandes desafios voltados a preparar a cidade para o futuro estão sendo superados pelo atual prefeito. “Rover trabalhou e ainda vai manter o ritmo forte para dotar o município com a infraestrutura necessária para solucionar demandas básicas, caso de pavimentação, macrodrenagem, saneamento básico e tantas outras realizações. Isso faz com que ele já tenha garantido seu registro na história da cidade como o maior empreendedor que passou pelo Paço Municipal, além de ser um dos grandes políticos de Rondônia até o momento”, argumenta. Depois dele, o trabalho do sucessor será mais voltado a demandas específicas também importantes ou até mesmo fundamentais, mas de menor monta. No entanto, Arrigo deixa para revelar detalhes no momento oportuno: “Falar de meu projeto agora seria arriscar a gerar desconforto até dentro do grupo ao qual pertenço”.

Sobre a disputa de 2016, que na verdade começa para os eventuais candidatos a sucessão de Zé Rover dentro da aliança política liderada pelo prefeito, Arrigo não se incomoda com o fato de Gustavo Valmorbida, atual secretário de Governo do Município e primo do Chefe do Executivo ser o preferido. “Isso é uma coisa natural, e ele é uma pessoa extremamente preparada para ser o sucessor de Rover. Tanto que, nas conversas que tenho mantido até agora acerca do tema, sempre levo meu nome e o dele. Pra mim não há problema nenhum se meu nome for preterido em favor do dele”, garante. 

Na avaliação do secretário de Educação, o critério para escolha não deve ficar restrito ao grupo político, mas sim ganhar as ruas. “É o povo quem deve decidir qual é o candidato que deseja”, crê. Sobre o tempo em que esta definição deve ocorrer, Arrigo fala que “não há pressa”, mas estabelece que o grupo deve entrar no ano eleitoral com a situação definida. E, finalizando, para o pré-candidato, os vilhenenses mais uma vez terão pela frente uma disputa polarizada. “Não creio que surja a chamada ‘terceira via’ que possa ser viável eleitoralmente”, conclui.