Os vereadores de Vilhena votam daqui a pouco, na sessão desta terça-feira, 17, a proposta do prefeito Zé Rover (PP), que cria no município o cargo de “cuidador de alunos”.
O FOLHA DO SUL ON LINE procurou o secretário de Educação, José Carlos Arrigo, para saber mais sobre essa nova função na rede municipal. De acordo com Arrigo, por determinação do Ministério da Educação, as escolas da cidade estão obrigadas a aceitar alunos com necessidades especiais.
O secretário explica que, através da “educação inclusiva”, estudantes que exigem cuidados extras dividem vagas nas salas com crianças consideradas normais. Assim, para que o ritmo das aulas não seja prejudicado, além do professor, as classes contam com um “cuidador”.
O site tomou conhecimento de que em um colégio municipal, um aluno com transtornos psíquicos só deixou de atacar os colegas após a escalação de uma pessoa para vigia-lo durante o expediente escolar.
Arrigo não soube precisar o número exato de crianças portadoras de necessidades especiais nas escolas vilhenenses, mas admitiu que há casos em que só a presença do cuidador pode evitar problemas.
Pela proposta da Semed, serão contratadas para a função, pessoas com o ensino médio completo. “Não será um professor, já que não poderá desenvolver qualquer atividade pedagógica. Sua função é somente dar atenção ao estudante que exige atenção especial. O cuidador poderá ser chamado a ministrar procedimentos de higiene e dar remédios, se for o caso”, diz o secretário.
Como os cargos serão ocupados por profissionais sem nível superior, a remuneração será menos da metade do salário pago aos professores. Arrigo avalia que com isso será possível cumprir a determinação do MEC sem comprometer tantos recursos.
Por enquanto, os poucos cuidados em atividade são pessoas que estão fora de suas funções habituais, como professoras que estão impedidas, por problemas de saúde, de darem aulas, e merendeiras que também enfrentam dificuldades para trabalhar nas cozinhas.