O secretário municipal de Educação de Vilhena, José Carlos Arrigo, visitou o FOLHA DO SUL ON LINE na tarde desta sexta-feira, 09, e explicou algumas das medidas “duras” que têm sido adotadas pelo prefeito Zé Rover (PP), a fim de fechar as contas de seu primeiro mandato. Reeleito, Rover dispensou um grande número de servidores e cortou gratificações para conseguir equilibrar o caixa do município. A quantidade de exonerações e o número dos que ficaram sem cargos comissionados não foram divulgados. O prefeito alega que a queda na arrecadação, provocada pelas isenções fiscais concedidas pelo governo federal contribuíram para instalar a crise em diversos municípios, incluindo Vilhena.
Arrigo explicou que todos os servidores da Semed que tinham cargos de confiança, incluindo diretores e vices das escolas, foram comunicados sobre o corte do extra que era pago à categoria. O secretário, explicou, no entanto, que todos os colégios municipais continuam funcionando normalmente. “Os diretores permanecem na função, porém, não recebem o adicional referente ao cargo. Seu salário é de professor”, esclarece, garantindo ter feito uma reunião com o servidores da Pasta para explicar a situação. “Claro que ninguém gosta de ganhar menos, mas eles entenderam que se trata de uma questão de momento, que só irá perdurar nos meses de novembro e dezembro deste ano”.
O pedagogo informou que, só neste ano, Vil hena perdeu R$ 2 milhões em recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Sem esse dinheiro, os “chequinhos” que eram dados aos professores, em virtude da sobra de orçamento no final do ano, foram cortados. Arrigo diz, no entanto, que ainda tem esperança de poder pagar esse adicional. “Vários prefeitos estarão em Brasília na próxima semana, pressionando o governo federal. Se os recursos vierem, emitiremos os chequinhos, como sempre fizemos”.