Para as vereadoras o projeto deve ser desmembrado tratando de forma individual pagamento da folha salarial e reformas dos postinhos João Luis e Nova Conquista
Na primeira sessão ordinária após o recesso legislativo da metade do ano, a Câmara Municipal de Vilhena analisou alguns projetos enviados pelo Poder Executivo que previam a destinação de mais de 7,8 milhões do orçamento.
A grande parcela desse valor será usada pela Secretaria Municipal de Saúde com finalidades distintas; desde o pagamento de folha de pessoal, a pagamento de contrato de manutenção de equipamentos, e aquisição de medicamentos e material penso.
Quase R$ 100 mil foram destinados para reparos no barracão da feira livre do Centro da cidade. Uma verba de pouco mais de R$ 360 mil foi assegurada à Fundação Municipal de Assistência Social – FUMAS que será destinada a aquisição de cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade. Também foi autorizado a Procuradoria Geral do Município- PGM realizar o pagamento de sentenças judiciais no valor de R$ 100 mil.
No entanto, um dos projetos enviados pelo Palácio dos Parecis com pedido de urgência causou discordância entre os vereadores e sem o aval das comissões, acabou sendo retirado de pauta pelo presidente da Casa de Leis, Ronildo Macedo.
O projeto em questão, PL nº 5.918/2020 trata da abertura de crédito adicional suplementar no valor de R$ 540.591,00 do orçamento da Secretaria Municipal de Saúde para o pagamento de folha salarial de servidores da saúde, mas também para a reforma das unidades de saúde João Luiz e Nova Conquista.
Para a obtenção desse valor estava previsto um remanejado dentro da própria secretaria, que tiraria recursos destinados à Farmácia Básica e ao Centro de Atenção Psicossocial – CAPS para compor o montante.
Fato que não agradou alguns vereadores, com resistência mais forte por parte das vereadoras Professora Valdete Savaris e Vera da Farmácia. Sem o aval das comissões, o projeto foi retirado da pauta pelo presidente da casa, vereador Ronildo Macedo. “Agora o projeto volta para as comissões onde será debatido antes de retornar ao plenário”, explicou o presidente que revelou que uma das questões impostas pelos colegas é que o projeto seja desmembrado, trazendo em um o repasse para a folha salarial, e em outro as reformas das UBS’s.
A vereadora Valdete Savaris falou sobre esse tema e disse que tem sido um subterfúgio do Palácio dos Parecis juntar no mesmo projeto um assunto controversos com um que tenha apelo como é o caso do pagamento de servidores, principalmente da saúde. “Eles colocam a necessidade de pagamento de médicos junto com a reforma, pra quê? Pra gente olhar a necessidade do servidor receber e se aprovarmos, a reforma vai junto. Não pode ser assim, eles precisam enviar separadamente a necessidade dos servidores e a reforma de postinhos”, disse a vereadora que afirmou ainda: “Na atual situação é inaceitável retirar quase R$ 120 mil da Farmácia Básica e quase R$ 130 mil da saúde mental, quando todo dia tem gente reclamando que falta medicamento”.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 05 de Agosto de 2020, às 11:52