Desde que começou a gravar as cenas de “Amor à vida”, a rotina de Paula Braun anda mais complicada do que nunca. Além de interpretar a médica judia Rebeca na novela das 21h, a atriz ainda cuida da filha, Flora, de 2 anos, fruto de seu casamento com Mateus Solano, e dá vazão à sua porção escritora – o roteiro do espetáculo “Do tamanho do mundo”, encenado pelo marido e em cartaz no Rio, por exemplo, é assinado por ela.

 Em meio a tantos compromissos, convidamos a atriz para estrelar um ensaio de moda, mostrando as possibilidades de uso da pantalona, fotografado na Cidade das Artes, na Zona Oeste carioca.

A peça, que pode ir do trabalho à festa, dependendo do modo como o look é montado, voltou à cena em 2013 e tem tudo para se popularizar neste inverno. Dona de um estilo clássico, Paula conta que não faz o tipo consumista. “Não sou mulher de ter dez sapatos. Tenho um par muito bom, aí uso, uso e uso até gastar e depois compro outro. Não tenho um closet enorme e não sou muito adepta da quantidade. Gosto de coisas boas, de qualidade e básicas”.

 Apesar de acumular sete filmes, 13 peças e alguns papéis na TV em sua carreira – incluindo uma participação em “Malhação”, em 2010 –, Paula ainda é conhecida por muitos como “a mulher do Mateus Solano”, rótulo que parece não a incomodar.

“É óbvio que existe preconceito, mas, quando isso começou a acontecer, botei na minha cabeça o seguinte: se me incomodar com isso, estou ferrada. Então, tive que criar um mecanismo para me treinar e começar a relevar os comentários e as situações, porque, senão, nem o casamento nem a carreira duram”, diz. “O Mateus é muito famoso e querido pelas pessoas, então sempre vai existir uma cobrança grande em cima de mim por conta disso".

'Ser gay não é defeito'
Em “Amor à vida”, Mateus Solano interpreta um gay enrustido que trai a mulher (Bárbara Paz) com outro homem (Lucas Malvacini). Caso a vida real imitasse a arte, Paula se mostra bem resolvida em relação ao tema. “Se descobrisse que tenho um marido gay, diria para ele se assumir e ser feliz. Ser gay não é defeito, não é vergonhoso e não é falha. E, quando a gente ama alguém, quer ver essa pessoa feliz e realizada. Jamais ficaria com alguém infeliz ao meu lado”, afirma. Viver uma relação a três, outra questão abordada na novela, também não seria uma opção para a atriz: “Nosso casamento é de muita cumplicidade, amor e respeito. Essa possibilidade não existe.”