Com um discurso de cerca de 15 minutos na Câmara de Cerejeiras, o diretor municipal do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Rondônia (Sintero), Valdecir Sapata Jordão, anunciou que os servidores em educação do município vai fazer uma paralisação nesta terça-feira, 10. Os servidores do setor vão ficar um dia parados, em manifestação, mas uma greve definitiva, segundo o sindicalista, não está descartada.

Em discurso aos vereadores, o diretor municipal do Sintero diz que o prefeito Airton Gomes (PP) não cumpriu acordos prévios feitos com a categoria. “E queremos avisar a Vossas Excelências que estaremos em paralisação e, talvez, numa greve definitiva, caso não haja negociação para o nosso caso”, disse Sapata aos parlamentares municipais cerejeirenses.

Os seis vereadores presentes na sessão (quatro estavam ausentes) ouviram o anúncio do sindicalista e prometeram “verificar a questão”.

O vereador Antônio Augusto Vinhote Correa, o augusto da Idaron (PMDB), disse que o prefeito Airton Gomes certamente não está podendo cumprir acordos com os servidores porque “tem gente comissionada demais na prefeitura. Eu acho que a folha de pagamento está congestionada com cargos comissionados. Não entendo porque um prefeito deve empregar tanta gente”, diz Augusto, prometendo que vai verificar quantos cargos comissionados há atualmente na prefeitura.

 

Exigências dos servidores

 

Após o discurso aos vereadores, o sindicalista conversou com o FOLHA DO SUL ON LINE. Segundo Valdecir Sapata, houve um encontro com o prefeito no dia 7 de janeiro deste ano, ocasião em que Airton Gomes teria prometido um reajuste real , incorporado ao vencimento dos educadores, e não por gratificação. Mas, ao enviar o projeto para a Câmara, a proposta do prefeito era de uma gratificação de apenas R$ 32, a ser concedida em crédito no vale-alimentação.

“Queremos que o prefeito pague o piso mínimo nacional, que hoje é de R$ 1.917,00 para professores. A prefeitura está pagando atualmente R$ 1.501,00. No entanto, o prefeito propõe um reajuste de R$ 416,00 para chegar ao piso, mas esse aumento não seria incorporado ao salário, e sim  dado como gratificação. E isso não aceitamos”, diz Sapata.

O município tem, atualmente, de 150 a 160 servidores em educação. Os funcionários deste setor marcaram para o dia inteiro desta terça acampar em frente a prefeitura de Cerejeiras, em manifestação provisória anunciando uma possível greve definitiva.

Ainda de acordo com o sindicalista, o espírito grevista pode espalhar para servidores municipais de outros setores.