Um grupo de servidores estaduais formado por representantes de pelo menos três categorias (Educação, Polícia Civil e Agentes Penitenciários), se reuniu na manhã desta terça-feira, 20, em manifestação em frente ao Ministério Público em Vilhena, onde pretendiam ser ouvidos pelo governador Confúcio Moura (PMDB), que participaria de um evento no plenário do órgão, local do lançamento da Base Cartográfica Digital do Estado de Rondônia.
Mas, as intenções dos manifestantes foram frustradas por que o governador não compareceu ao evento, enviando o secretário regional, Ronaldo Alevato, para representá-lo. A alegação para a ausência do governador foi o mau tempo, que teria impedido o avião de levantar vôo na capital. Este é o segundo evento em Vilhena, em sete dias, ao qual o governador falta. No dia 13, a presença dele era aguardada para a entrega de um britador para a usina de calcário, mas apenas o vice-governador Daniel Pereira (PSB) apareceu.
“Sabíamos que o governador estaria aqui, e fizemos este ato público para chamá-lo a atender a categoria. Mais uma vez o governador deu a desculpa do mau tempo e não veio. Assim como ele fez outras vezes. Isso é típico de um governador que não respeita o funcionalismo público, que não tem plano de carreira para o servidor e nem uma política salarial”, disse João Assis, representante do SINTERO no Cone Sul.
Para o sindicalista, o movimento alcançou parte do que desejava com a paralisação, que era passar a mensagem à população sobre como está a situação da categoria. “Fizemos um protesto pacífico, agora vamos realizar uma assembléia e, se porventura não formos atendidos pelo Governo do Estado, possivelmente haverá uma greve”, pontuou João Assis, deixando claro que não é o que os servidores querem, mas se esse se mostrar o último recurso, eles cruzarão os braços por tempo indeterminado.
Perguntado se não houve uma proposta por parte do governo, o representante do SINTERO foi taxativo: “Não houve proposta do governo, o que ele tem colocado na imprensa é mentira: Confúcio e ninguém de sua dialogou com a categoria; ainda estamos aguardando que isso aconteça, que ele faça uma proposta para que possamos analisar o que o governo pode nos oferecer”, disse João Assis.