A sessão da Câmara de Vereadores de Vilhena desta terça-feira, 03, que começou com mais de uma hora de atraso, justificado pelo presidente da Casa, o vereador Junior Donadon (PMDB), por discussões acerca do pedido de urgência na matéria que trata do convênio entre a prefeitura e a APAE, foi, literalmente, uma das mais quentes do ano. Não pelos assuntos debatidos, mais sim por causa da falta de refrigeração no ambiente, ao que tudo indica, por problemas nos condicionadores de ar. O que fez com que diversas pessoas abandonassem o plenário da câmara antes do término da sessão.
Mesmo com o calor, amenizado pela abertura das janelas e portas do plenário, os trabalhos seguiram normalmente e os debates, mais uma vez, giraram em torno da falta de segurança em Vilhena.
O vereador Junior Donadon, que teve aprovado o Projeto de Lei nº 4.499/2015, que visa criar a campanha de valorização do professor e combater à violência no ambiente escolar, defendeu mais investimentos do município em segurança pública e apontou levantamento que indica que nos últimos 15 anos o município de Vilhena investiu menos de R$ 1 milhão em segurança pública. “É um valor muito baixo de investimento de 15 anos”, disse o vereador que lembrou ainda que o dever de investir nas polícias Militar e Civil é do Estado, mais o município pode e deve agir em outros pontos que resultem em mais segurança para a população.
O vice-presidente da Casa de Leis, vereador Garcia (DEM) lembrou que alguns anos atrás o 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM) em Vilhena tinha um contingente muito maior de homens. “É preciso aumentar o efetivo da Polícia Militar, a população de Vilhena cresceu e o efetivo da corporação diminuiu”, disse Garcia.
Os vereadores aprovaram o projeto que altera a Lei nº 3.488/2012, que trata da Estruturação Administrativa, Plano de Carreira, Cargos e Salários e Regime Jurídico dos servidores da Câmara de Vereadores. Necessário, segundo o presidente do Legislativo Municipal, já que os salários de alguns profissionais efetivos sequer equiparavam ao salário mínimo.
Também foi aprovado o convênio de R$ 180 mil com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Vilhena (APAE).