Após sofrer com o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) durante cerca de três anos, Luciana Vendramini fez um relato ao jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira (23) contando todas as dificuldades por que passou antes de ser diagnosticada com o distúrbio.

 

Com um texto revelador, no qual narra os momentos mais difíceis, a atriz declarou que tudo começou quando ela tinha 24 anos e estava andando de bicicleta pela Lagoa Rodrigo de Freistas, no Rio de Janeiro.

 

“Não consegui parar: precisava dar mais e mais voltas. Pedi ajuda, consegui parar, mas fiquei superangustiada”, disse Luciana. E segundo ela, os anos que sucederam a descoberta foram ainda piores.

 

“Eu tinha o que chamam de pensamentos intrusivos sincronizados: precisava imaginar algo bom junto com uma ação - enquanto lavava as mãos, devia pensar em coisa bacana. Daí vinha um pensamento ruim e eu tinha que lavar a mão de novo. Nessas, cheguei a ficar 24 horas repetindo manias. Eram quatro movimentos: acordar, tomar banho, almoçar e dormir. Só no banho levava umas oito horas. Era um negócio que me engolia”, falou.

 

O período entre o começo do TOC e o fim do tratamento foi de exílio total para a artista, que hoje está com 40 anos.

 

“Celibato, clausura, era praticamente uma carmelita. Só convivia com meus pais, minha irmã e quatro amigos, que me ajudaram nessa época. Levei uns dois anos até ter o diagnóstico e começar a me tratar e mais um ano para ficar bem. Só é engraçado quando passa. Mas, também, depois de tudo isso você fica uma pessoa menos chata, para de reclamar da vida", afirmou.