Na tarde desta terça-feira, 19, o FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou quatro dos cinco sobreviventes de um acidente registrado na tarde de ontem na BR 364, a 80 km de Vilhena e no qual morreram a dona-de-casa Mirian Gomes Azevedo Santana, 34, e sua filha, Tamires Azevedo Santana, 14. Ambas moravam no bairro Embratel, em Vilhena, e estavam no Ford Ka conduzido pela vizinha, Eliane da Silva Santos, 26.

De acordo com Eliane, que continua internada no Hospital Regional de Vilhena, ela havia ido à cidade de Chupinguaia para pegar alguns pertences de Tamires, que havia se separado do marido. Elas seguiam no sentido Vilhena/Porto Velho, quando o carro flutuou numa poça d’água na rodovia (chovia no momento) e a motorista perdeu o controle da direção.

Conforme a condutora, o carro foi atingido no meio da pista pela picape S-10, que vinha na direção contrária (havia divergências sobre o sentido dos dois veículos), e era dirigida pelo empresário Fábio Moraes da Silva, de 26 anos, dono de uma oficina de motos na cidade de Mirassol do Oeste (MT).

Com o impacto da colisão, a adolescente, que estava no banco traseiro, em companhia de uma menina de 4 anos, filha de Eliane, foi jogada para fora do carro, enquanto sua mãe, que viajava na frente, ao lado da motorista, ficou presa entre às ferragens. As duas tiveram morte instantânea.

A mesma versão da condutora do Ford Ka foi confirmada pelo empresário mato-grossense, que também continua internado no HR, com as duas pernas fraturadas. Segundo disse, ele e o amigo Luiz Fernando Nascimento Santos, 25, haviam apanhado, na cidade de Cacoal, a jovem Patrícia do Nascimento Wisinewki, 22 (que também ficou ferida, mas já recebeu alta), que seguiria com eles para Mirassol, após também ter enfrentado uma separação.

No momento em que concedeu a entrevista ao FOLHA DO SUL, Fábio recebia a visita da mãe, Lucília Moraes da Silva, que trabalha no frigorífico da Perdigão na cidade matogrossense, mas está de férias. O empresário, que revelou sua verdadeira idade (26 anos e não 46, como divulgado após a tragédia) disse que os três ocupantes da caminhonete haviam se criado junto e que, por isso, mesmo ele e o colega haviam ido buscar Patrícia após o problema conjugal que a moça atravessava em Cacoal.