Assunto é polêmico e continua sendo debatido nas redes sociais
 
Ontem, conforme noticiou ontem o FOLHA DO SUL ON LINE, o Supremo Tribunal Federal decidiu não mexer na “Lei Seca”, considerada muito severa por algumas pessoas: uma quantidade mínima de álcool no sangue do motorista pode render multas e uma série de aborrecimentos (RELEMBRE UM CASO).
 
Ao julgar se a legislação de trânsito era constitucional, os 11 ministros do STF entenderam que a “tolerância zero” contra condutores flagrados pelo bafômetro deve ser mantida, e quem recusar o procedimento leva multa.
 
Em Vilhena, cidade cortada por duas rodovias federais, outra regra mantida é ainda mais dura: estabelecimentos que venderem bebidas alcoólicas às margens destas estradas também serão autuados. E há vários deles funcionando em trechos destas vias públicas.
 
BOM SENSO OU OMISSÃO?
As regras de trânsito só não levam mais gente para a cadeia na maior cidade do Cone Sul de Rondônia porque as polícias (a Militar e a Rodoviária Federal) não levam a lei “a ferro e fogo”.  


Pródiga em botecos, inclusive às margens das rodovias, Vilhena só registra alto número de condutores embriagados pegos no bafômetro quando equipes do Detran chegam para realizar blitze destinadas a retirar de circulação motoristas infratores (ou criminosos, dependendo das circunstâncias).
 
Nos dias “normais”, a não ser quando há claros sinais de que o condutor exagerou nas doses ou em outros casos em que há risco, a PM de Trânsito não aplica tantas multas.
 
A PRF também não costuma incomodar os estabelecimentos que continuam vendendo bebidas às margens das estradas.
 
Para quem é contra o aperto na fiscalização, este tipo de ação só tem um objetivo: arrecadar dinheiro e punir severamente quem bebeu uma ou duas latinhas de cervejas que, segundo argumentam, não tiram a capacidade motora de quem está ao volante.
 
Já os que defendem a rigidez do procedimento argumentam que este trabalho evita acidentes graves ou mesmo com mortos, e que o melhor jeito de impedir as tragédias é punir quem bebeu, ainda que em pouca quantidade.