Preso No início deste mês em Vilhena, o ex-agente funerário Paulo Aparecido Dias, confessou ter sido o mandante da execução do corretor de imóveis Duílio Lourenço Duarte, alvejado com vários tiros na noite de 03 de abril, no centro da cidade. Horas após o homicídio, o autor dos disparos, Vanildo de Souza Santos, conhecido como “Neguinho”, de 22 anos, e o comparsa dele, Danilo Araújo de Freitas, 19, foram presos e assumiram a execução.
Apesar das confissões, o caso está longe de ser desvendado. Isso porque existe a suspeita de que Paulinho, o suposto mandante, estaria protegendo o verdadeiro contratante dos pistoleiros.
O FOLHA DO SUL ON LINE conversou com um ex-colega de trabalho do mandante confesso do crime, e ouviu dele que o motivo alegado para o homicídio (uma dívida de R$ 15 mil contraída por Duílio, que pegou emprestado este montante junto ao algoz) não faz o menor sentido. “Duvido que ele tivesse esse dinheiro para emprestar. E, mesmo que tivesse, jamais emprestaria ao Duílio, pois todo mundo sabia que ele não tinha condições de pagar sequer os juros”, disse, acrescentando: “O temperamento dele [Paulo] não é para esse tipo de coisa”.
Em toda a cidade crescem as especulações sobre o crime que chocou a região. A mais recorrente dá conta de que Paulinho poderia ter sido contratado para “fazer o serviço” mas, como “não era do ramo”, acabou terceirizando a empreitada para os dois rapazes que deram cabo de Duarte. O interlocutor do site recorre a uma teoria para desmentir a versão do mandante: “Ele diz que tinha R$ 15 mil para receber. Se pagou outros R$ 6 mil aos pistoleiros e ainda lhes forneceu a arma e a moto usada no assassinato, deve ter gasto outros R$ 3 mil. Eu pergunto: que lógica existe nisso?”, questiona.