PF chegou a acreditar que Glaucione não sabia do esquema, mas prefeita “se entregou” no WhatsApp
 
Através de fontes não oficiais, o FOLHA DO SUL ON LINE obteve novos detalhes do recebimento de propinas pela prefeita de Cacoal, Glaucione Rodrigues (MDB) e o marido dela, o ex-deputado estadual Daniel Neri. Ambos foram presos pela Polícia Federal, com autorização judicial, após um empresário de Vilhena implodir o esquema (ENTENDA AQUI).
 
De acordo com a investigação, o primeiro pagamento de propina foi feito a Daniel, e até aí a Polícia Federal cogitava a possibilidade de que Glaucione pudesse não estar envolvida no crime. Havia a suspeita de que o ex-deputado pudesse estar explorando seu prestígio como marido, mas sem o conhecimento da esposa-mandatária.
 
Neste primeiro pagamento, feito na sede da empresa do delator em Cacoal, ele diz a Daniel Neri, após lhe entregar o dinheiro: “Taí o seu suborno”. A reação de Neri, além da fisionomia alegre com o “faturamento”, é murmurar, diante da provocação do empresário, em áudio captado pela PF: “uhum”. Em seguida, o ex-deputado enfia o dinheiro na cueca, uma cena que viralizou, após ser exibida em vários jornais da Rede Globo.
 
Pouco tempo depois, a própria Glaucione “cai dentro do esquema”, e combina o pagamento da propina através de mensagens no WhatsApp. A partir daí, ela assina um “realinhamento de preços” e passa a receber R$ 30 mil mensais das duas empresas do delator que prestam serviços ao município.
 
Ao todo, Glaucione e o marido recebem cinco “parcelas” do “acordo criminoso”, sendo duas delas em sua própria casa e uma dentro da prefeitura de Cacoal.