Conselheiros, auditores e diretores administrativos do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) vão estar em Vilhena na próxima quarta-feira, 27/5, para colocar em funcionamento, depois de quase um ano de obras e gastos de R$ 936,5 mil apenas nas obras civis, fora móveis de primeira, equipamentos de informática e telecomunicações de última geração, a primeira Representação Da Corte no Cone Sul.
A obra, supostamente, pretende “agilizar fiscaslizações de rotina, auditorias e tomadas de conta especiais” sobre as contas anuais de prefeituras, câmaras municipais e incluisve do Instituto de Previdência Municipal de Vilhena (IPMV).
Ocorre que, desde 2007, nenhuma conta pública, de nenhum município e de nenhum dos três poderes -Governo do Estado, Assembléia Legislativa e Tribunal de Justiça- foi “apreciada” pelos conselheiros, que consumiram mais de R$ 57,5 milhões no ano passado e preparam-se para gastar mais R$ 65,6 milhões este ano, dos quais R$ 1,8 milhão já foram torrados em fevereiro para renovar a frota de caminhonetes zero-quilômetro à disposição dos conselheiros.
Além disso, circula no estado a lista com o nome de 126 cargos comissionados do TCE-RO, todos de nomeação exclusiva dos conselheiros, com salários entre R$ 1,2 mil e R$ 4,5 mil, suspeita de conter divesas nomeações cruzadas, proibidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), entre elas a da ex-mulher de um juiz e do filho de um deputado federal.
Saiba mais no Editorial e em matéria especial do repórter Carlos Macena na edição impressa da FOLHA DO SUL que circula neste sábado.