Crime aconteceu em Planaltina no último domingo, 05
 
O que era para ser uma confraternização entre amigos virou tragédia no início da noite do último domingo, 05, em Planaltina, cidade do Distrito Federal. Hernando Antônio da Silva foi baleado e morto, aos 36 anos, por seu colega Walfredo Romano Alves Junior, de 52 anos. Após efetuar um disparo no peito da vítima, o suspeito fugiu.

O crime ocorreu na QR 6 do Arapoanga. Testemunhas informaram que Hernando Silva morava na região há pouco tempo. Ele participava de um churrasco na casa do autor do crime, acompanhado da namorada. Walfredo Junior estaria assando carne quando começou a discutir com Hernando sobre lotes no Araponga.
 
Hernando dizia que a mãe dele tinha um lote e que o terreno era bom. E Walfredo afirmava que “fulano tinha um lote lá e que também era bom”. As testemunhas relataram que a discussão girou sempre nesse sentido, de quem tinha o lote melhor, e sobre o cenário da política local.
 
Ao fugir, o atirador teria repetido, por diversas vezes, “que merda que eu fiz”.  Walfredo pegou a arma, entrou em seu carro – um Kia Sportage, cor branca – e abandonou o local. O veículo foi encontrado horas depois, estacionado no comércio da Entrequadra 306/307 da Asa Norte.
 
 
COMO FOI?
Durante a discussão, os dois ficaram em pé, momento em que Hernando teria pedido para ir embora. O autor entrou em casa e voltou vestindo uma jaqueta preta e com uma arma, calibre 12. Ele apontou a espingarda para a vítima e disparou ameaças: “Você quer ser mais homem que eu? Você não é mais homem que eu”.
 
Em resposta, Hernando abriu os braços e disse: “Se você quer me matar, atira!”. O autor, então, encostou o cano da arma no peito de Hernando e desferiu o disparo. A vítima morreu na hora.
 
O homem suspeito de matar outro é filho da ex-deputada federal Raquel Cândido. Ela foi eleita pelo PTB de Rondônia e exerceu mandatos entre os anos de 1987 e 1994.
 
Atualmente, Walfredo ocupava um cargo na administração do Riacho Fundo, indicado pelo deputado distrital Hermeto Neto (MDB). Procurado, o parlamentar afirmou que o suspeito “sempre foi um cara bacana”, mas que, após o crime, já teve o pedido de exoneração feito. “Álcool e arma de fogo. Essa mistura é terrível”, declarou o distrital.