Em 2017 foram registrados 798 acidentes; este ano, até agosto, os números já chegaram a 575
Teve início ontem e se estende até o dia 25 de setembro a “Semana Nacional do Trânsito”, instituída em 1997, quando foi criado o Código de Trânsito Brasileiro. Mas, em Vilhena, não há muito que comemorar. O FOLHA DO SUL ONLINE teve acesso aos números de acidentes ocorridos nas ruas da cidade em 2017 e até agosto deste ano, e os dados são preocupantes.
Vale ressaltar que os números mostrados nesta reportagem representam apenas os acidentes ocorridos nas ruas e avenidas de Vilhena, portanto, não estão incluídas ocorrências nas duas rodovias federais que cortam a cidade.
Os dados do Pelotão de Trânsito (PTRAN) mostram que em 2017 foram registrados 798 acidentes que causaram 7 mortes e deixaram 895 pessoas feridas. Entre as mortes, 43% das vítimas estavam na faixa etária entre 35 e 64 anos. Entre os feridos, a maioria é de jovens, com idade entre 18 e 34 anos, que corresponde a 46% dos hospitalizados vítimas de acidentes de trânsito no ano passado.
Este ano, os números registrados até agosto mostram uma queda no número de mortes, com o registro de dois óbitos. Mas, mantém a média de dois acidentes por dia nas vias urbanas.
Em Vilhena a responsável pelas ações relativas ao trânsito é a Secretaria Municipal de Trânsito (Semtran) que cuida da manutenção das faixas de pedestres, semáforos, realização de campanhas educativas e estudos para melhoria do trânsito, além de firmar convênio com a Polícia Militar para a realização de fiscalizações.
No entanto, há a possibilidade de extinção da Semtran. Um passo neste sentido já foi dado pelo prefeito Eduardo Japonês (PV), que submeteu a Pasta à Semosp (Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos). “A Semtan está alocada em um depósito”, denunciou o vereador Carlos Suchi (Podemos), policial milita aposentado que já comandou a PTRAN.
Para o parlamentar, e extinção da Semtran não irá gerar economia, como argumenta o Executivo, porque sem as ações do órgão, haverá aumento no número de acidentes que irão lotar o pronto-socorro e o setor de traumas do Hospital Regional.
Suchi disse que irá continuar lutando pela manutenção da Semtran e irá buscar meios de transformá-la em uma autarquia.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 20 de Setembro de 2018, às 10:49