Abuso sexual teria motivado reação irada da mulher, que cravou faca na vítima

A equipe da Delegacia de Homicídios de Vilhena encerrou esta semana um caso de tentativa de homicídio aparentemente simples, mas que se desenrolou de uma forma complexa. O anúncio foi feito pelo delegado Núbio Lopes de Oliveira (FOTO).

O FOLHA DO SUL ONLINE cobriu o caso na época. Regiane dos Santos Pinto, 28 anos, esfaqueou o pedreiro José Campagnolli, o “Zé Perna”, que foi trazido para Vilhena com a faca cravado nas costas. Lembre aqui.

Após esfaquear o homem, Regiane, que estava no Bar da Vani, ligou para a polícia informando o que havia ocorrido e aguardou a chegada dos policiais, a quem explicou o motivo que a levou a atacar a vítima.

Regiane disse que meses antes, em setembro de 2013, Zé Perna a teria molestado sexualmente, tendo ela inclusive registrado um Boletim de Ocorrência, informação confirmada pela polícia; e que, naquele dia, ele estaria se vangloriando a ela do que havia feito e dizendo que estava com vontade de levá-la para o mato e repetir o ato.  Ela então o esfaqueou.

Zé Perna sobreviver e a autora do golpe respondia em liberdade. E então, no dia 30 de outubro de 2015, Regiane foi assassinada na casa que residia em Chupinguaia. O autor do disparo de espingarda na cabeça de Regiane foi o ex-companheiro dela, Antônio Reis de Souza, 53, conhecido como Maranhão, que estaria inconformado por ela se recusar a retomar o relacionamento.

Maranhão foi julgado em outubro de 2016 e condenado a 20 anos, 07 meses e 15 dias pelo crime de feminicídio.