A exemplo do que vem acontecendo nas últimas semanas, o grupo de sustentação do prefeito Zé Rover (PP) na Câmara de Vereadores rejeitou requerimentos e aprovou sem discussão todos os projetos encaminhados pelo Executivo ao Parlamento.

 

Ainda não foi desta vez que a oposição ao prefeito de Vilhena conseguiu levar vantagem sobre a base aliada no Poder Legislativo. Na sessão desta terça-feira, dois requerimentos, um de Eliane da Emater (PV) e outro de Elias Músico (PSC) foram rejeitados pelo plenário, ambos em votação folgada. Por outro lado, todos doze projetos de Lei que constavam na pauta da sessão, que tratavam de remanejamento de verbas e aprovação de repasses financeiros a entidades, foram aprovados sem discussão alguma e em votação única.

 

O requerimento da vereadora dizia respeito a cobrança de taxa para uso da quadra poliesportiva do Ginásio de Esportes Jorge Teixeira (LEIA REPORTAGEM PUBLICADA NA FOLHA DO SUL ON LINE), enquanto a iniciativa de Elias Músico se referia à supostas dívidas com fornecedores de medicamentos, alimentos e material pênsil para o Hospital Regional. Ao pedir apoio ao requerimento do colega, o vereador Cabo João (PTB) declarou que a dívida do HR com fornecedores supera R$ 3 milhões. No entanto, o apelo do parlamentar foi em vão, e o requerimento foi rejeitado por cinco votos a quatro. No caso do pedido de Eliane, a derrota foi por seis a três.

 

Indignado com o que considera complacência da Câmara de Vereadores com o Executivo municipal, João afirmou que o Parlamento vilhenense está se caracterizando por uma Casa que “não parla”. “A aprovação de projetos com dispensa de discussões é uma afronta, assim como a recusa em aprovar requerimentos para esclarecer situações duvidosas. Isso aqui está mais parecendo a torcida organizada do Zé Rover do que um Poder independente”, desabafou o vereador.