O deputado estadual e presidente da Assembléia Legislativa, Valter Araújo (PTB), não esconde de ninguém a sua pretensão de ser prefeito de Porto Velho.
Para isso, ele tem como lastro o seu trabalho parlamentar, galgado na defesa da vida e da família, no eleitorado cristão e nas ações sociais que apóia.
Além dessas credenciais e de sua campanha consistente contra a pedofilia, Valter tem nas mãos outros dois trunfos: o primeiro o nome da deputada estadual e presidente regional do PT, Epifânia Barbosa, o segundo seria o apoio da militância do partido para o seu projeto político.
Esse acordo teria sido costurado antes mesmo da posse dos deputados, em fevereiro. Para isso, Valter escalou dois petistas para integrar a Mesa Diretora da Casa que ele preside: a própria Epifânia como 2ª secretária e Hermínio Coelho, como o 1º vice-presidente.
Na prática, seria mais ou menos assim. Como Hermínio quer ser candidato, mas não tem o respaldo do PT, se contentaria em ficar na presidência da Assembléia, caso Valter se eleja prefeito.
Já Epifânia de vice, garantiria a permanência de muitos dos companheiros que hoje integram o primeiro escalão do prefeito Roberto Sobrinho.
Sobrinho, inclusive, tem a deputada Epifânia como uma de suas principais aliadas e ela é a sua esperança de continuidade do petismo mandando na capital.
Essa aproximação da deputada com Araújo, em tese, não descartar essa possibilidade, apenas diminuiria.
Nos bastidores, comenta-se que essa aproximação teria gerado uma ciumeira “danada”, em Roberto Sobrinho.
Chateado, o prefeito tem desabafado com amigos: “A Epifânia, cria política minha, bandeou mesmo para o lado do Valter”. E, por conta disso, teria inclusive decidido, nos bastidores, lançar o nome do vereador e ex-secretário municipal de Transportes, Cláudio Carvalho, como seu possível sucessor à prefeitura da capital, já que o trabalho de Epifânia, como deputada, até gora não apareceu.