No início deste mês, o ministro Ricardo Lewandowski, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a decisão do TRE de Rondônia e deteriminou a realização de novas eleições em Cabixi. A mesma sentença da corte estadual afastava do cargo o atual prefeito, Bau Barroso (PR), reeleito em 2008.

O pedido de cassação contra Bau foi formulado por Marcus Martins (PT), candidato a vice na chapa adversária, encabeçada pelo pecuarista Chicão de Carli (DEM), por causa de uma infração eleitoral cometida pelo companheiro do atual prefeito. Na época, o médico João Batista de Lima, que já foi deputado estadual, continuava atendendo na rede pública de Cabixi, aliciando eleitores em plena campanha. Denunciado, Batista renunciou e Bau encontrou um substiuto para sua chapa: o funcionário da Brasil Telecom Adenilton Maximiniano.

Julgado em Colorado do Oeste, o mandatário cabixiense foi aboslvido. Em Porto Velho, o TRE lhe impôs um revés jurídico: afastou-o do cargo e determinou a realização imediata de novo pleito. A eleição foi marcada, mas Bau conseguiu reverter a decisão no TSE.

Em entrevista ao www.folhadosulonline.com.br na manhã de hoje, Barroso explicou sua situação. Segundo ele, seus advogados vão entrar com um pedido de reconsideração da sentença proferida por Lewandowski. Caso não obtenha sucesso, o republicano levará a decisão para o plenário do TSE. “Ali, com certeza vamos ganhar, porque não existe prova nenhuma contra mim”, confia.

O detalhe bizarro da situação é que, mesmo que venha a ser cassado, Bau não sofrerá qualquer punição porque, segundo ele, não há na ação que responde qualquer pedido para que seus direitos políticos sejam cassados. “Se houver nova eleição, eu posso ser candidato”, revela.

É provável, no entanto, que o prefeito acabe o seu mandato no cargo, independente do que decidir a Justiça. É que são tantos os recursos permitidos ao suposto infrator, que até o final de 2012, quando encerra sua administração, dificilmente todas as suas defesas estarão julgadas em definitivo.