“A gente faz o que pode”, diz servidora do colégio

Mãe de uma aluna de escola Ivete Brustolin, que faz parte da rede municipal em Vilhena e fica na avenida Paraná, uma mulher que preferiu não se identificar, enviou à redação do FOLHA DO SUL ON LINE, na manhã desta quarta-feira, 03, fotos produzidas por ela mesma, revelando a situação de abandono no estabelecimento de ensino.
As imagens mostram o descuido com a limpeza do local: água empoçada, ameaçando virar um criadouro de insetos transmissores de doenças; móveis velhos jogados no pátio e sujeira nas proximidades de onde as crianças fazem suas refeições.
“Os alunos podem escorregar e se machucar, já que é pura lama o local em que eles brincam. Além disso, os restos de madeira deixados de qualquer jeito também são verdadeiras armadilhas”, disse a autora das fotos.
Conforme a denunciante, ela mesma tentou obter explicações para a falta de cuidados junto à direção da escola, mas uma funcionária teria resumido a situação: “A gente faz o que pode”.
Ao entregar o cargo esta semana, a secretária municipal de Educação, Sandra Melo, admitiu as dificuldades para executar reformas nos prédios onde estudam milhares de crianças.