Convênio foi retirado de pauta, mas ainda pode ser aprovado

Pela primeira vez na história de Vilhena, entidades que organizam e realizam a feira agropecuária do município (Expovil) correm o risco de não receber verbas oficiais para o evento. Em sessão extraordinária realizada pela Câmara de Vereadores na manhã desta segunda-feira, 22, o projeto relativo a convênio com a Aviagro e CDL não obteve a quantidade de votos necessária para aprovação da matéria. Na verdade faltou apenas um voto, e o posicionamento do vereador Célio Batista (PP) acabou sendo decisivo para o adiamento da decisão.
A proposta apresentada pelo Executivo em apoio às entidades solicitava autorização de repasse no valor de R$ 100 mil, sendo 80% destinado a associação dos produtores rurais e o restante para a entidade dos comerciantes lojistas. Com apoio do prefeito Zé Rover; de seu principal assessor, Gustavo Valmordiba; além da dedicação do vice-presidente da Câmara, José Garcia, do DEM – também dirigente da Aviagro – quatro vereadores estavam favoráveis ao repasse: Vanderlei Graebin (SD), Jairo Peixoto (PP), Marta Moreira (PSC) e Marcos Cabeludo (PHS). Contando,  com o voto de Garcia, bastava apenas mais um apoio para a proposta passar no plenário. 
O grupo já sabia de antemão que não poderia contar com os votos das vereadoras Maria José da Farmácia (PDT) e Professora Valdete (PPS), que antecipadamente se manifestaram contrárias a propositura; assim como sabiam que o presidente Junior Donadon (PMDB) só poderia participar da votação em caso de empate. A ausência de Carmozino Alves (SD) à sessão acabou fazendo com que Célio Batista se tornasse o fiel da balança da situação. Mas, surpreendendo os colegas, o edil resistiu à pressão exercida sobre ele ao longo do final de semana e antes da reunião. Ao contrário dos dois anos anteriores, Batista desta vez foi contra o repasse. Sem saída, Garcia acabou pedindo a retirada da matéria da pauta, adiando assim a decisão.
Célio Batista explicou porque não apoiou o aporte de verbas para as duas entidades. “Não sou contra a Expovil e muito menos adversário destas organizações. A questão é o momento econômico negativo que nosso país atravessa em virtude da crise. Vilhena também foi afetada de forma dura pela situação, agravada ainda mais em virtude do incêndio do Park Shopping, que potencializou na cidade este problema, gerando ainda mais desemprego”, argumenta. Em seguida, justifica que “neste momento, cada centavo deve ser economizado, pois há queda de arrecadação que acaba refletindo na prestação de serviços públicos, caso da Educação e Saúde, por exemplo. O município enfrenta dificuldades com o caixa e, por ora, convênios deste gênero devem ser apreciados com muita cautela”.
O vereador pede a compreensão das duas entidades com relação ao seu posicionamento atual, assim como sugere a outras organizações mais critério com relação aos pedidos de recursos que encaminha ao poder público. “Até conseguirmos atravessar a crise econômica, o bom-senso deve predominar no sentido de garantir aplicação correta de dinheiro público em ações prioritárias”, encerrou.