Continua rendendo o caso do uso de maquinas da Prefeitura de Vilhena em serviços particulares no Mato Grosso, descoberto semana passada.
De acordo com o vereador Cabo João (PTB), que está acompanhando de perto o caso, houve danos num caminhão que tombou de cima de uma ponte e numa retro-escavadeira. O caminhão perdeu pára-brisa, parte do pára-choque, além de danos na cabine e caixa de câmbio. Já o trator ficou com a “concha” quebrada. Cabo João também contabiliza o custo de combustível e suporte aos cerca de quinze servidores municipais que foram levados para executar o trabalho. “Essa brincadeira não ficará por menos de trinta mil reais”, afirma.
Mas não é apenas sob este aspecto que o caso tem novos desdobramentos. O próprio prefeito Zé Rover (PP) colocou mais lenha na fogueira ao afirmar, em entrevista de rádio, que a madeira que as máquinas foram buscar numa fazenda do Mato Grosso seriam usadas para a construção de “casas populares”. João questiona: “Eram palanques e mourões de Itaúba. Esse material serve para fazer cerca e curral, e não residências”, argumenta.
A coisa também pode engrossar para o lado do Ibama, que supostamente teria cedido a madeira apreendida sob regime de “doação sumária”. Fontes da Polícia Federal, que também averigua a situação, garantem que este tipo de procedimento não faz parte da cartilha de ações legais do órgão federal.