Retrato fiel da matriz, o PMDB vilhenense é o que se pode chamar autêntico “balaio de gatos”. Várias facções se contorcem e se espremem sob o guarda-chuva do maior partido político do país, e a convivência nem sempre é pacífica. E, em tempos de butins à frente – os cargos do governo no interior e a sucessão municipal -, o caldeirão tende a ferver, e o controle hoje nas mãos de Junior Donadon (FOTO) pode estar em xeque.
A rigor, o PMDB vilhenense é integrado pelas alas “Junior Donadon”, “Históricos”, “Aliados de Rover”, “Aliados de Confúcio” e “Grupo Donadon ‘Autêntico’”. Cada facção divide o montante de filiados, que somam centenas, mas não militam com afinco. O diretório municipal, segundo declaração recente do presidente Junior Donadon à FOLHA DO SUL ON LINE (dezembro passado), está com o mandato vencido, “mas o Raupp me garantiu que a situação fica assim até quando eu decidir”. O parlamentar foi categórico ao fazer a afirmação. Integrantes de outras alas não concordam com a posição sob a ótica estatutária, caso de Elizeu de Lima e Heitor Batista (do “PMDB do Rover”); bem como de Ronaldo Alevato (aliado de Confúcio Moura).
Por outro lado, o diretório local recebe agora ingresso oficial da deputada Rosangela Donadon, a ser empossada no domingo. Com domicílio eleitoral já transferido para Vilhena, ela assegurou que seus direitos e deveres como filiada ao PMDB são imutáveis. “A transferência é automática, e ingresso no diretório local em igualdade de condições a todos de acordo com as regras do partido”, explicou. Ou seja, tem autonomia para questionar o vencimento do mantado do diretório, pedir eleições e até mesmo disputá-las.
A queda de braço interna por cargos já tem um caso de conhecimento público: dois nomes estão lançados partindo de vertentes diferentes dos filiados para o comando da CIRETRAN. Outras pendengas internas estão acontecendo, ocasião em eu promessas e compromissos estão sendo cobrados.