O presidente municipal do PT em Corumbiara, vereador Geraldo José Pereira, o Geraldinho do Verde Seringal, é morador do município desde o início da década de 1980. O petista também foi um dos colegas de militância do vereador assassinato a tiros em 1995, Manoel Ribeiro, o Nelinho, que foi o primeiro presidente da legenda no município.

Nesta entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE, concedida durante o encontro da sigla no município, na semana passada, Geraldinho, que mora no assentamento rural Verde Seringal, fruto de uma partilha de reforma agrária, falou sobre a atual situação da legenda em Corumbiara, município-berço do PT em Rondônia. Ele também falou sobre as preocupações que atingem a sigla e as recordações que tem do Nelinho, colega de militância morto na década de 1990.

 

Como está o PT em Corumbiara atualmente?

Está bem. Estamos atuando na Câmara com dois vereadores do partido e  fazendo o que podemos. É claro que, na vida pública, nunca dá para fazer tudo, mas estamos nos esforçando. Temos uma militância atuante aqui e sempre estamos conversando sobre assuntos que interessam ao município de Corumbiara.

 

O PT nunca conseguiu chegar à prefeitura de Corumbiara. Por quê?

Olha, acredito que cometemos erros. E esses erros não podemos cometer mais. Uma vez tínhamos a oportunidade de chegar à prefeitura, mas interesses individuais prevaleceram no meio da militância e perdemos a eleição. É preciso que, para vencer, um nome forte saia como candidato e os outros abracem a candidatura. É preciso pensar no coletivo e não no individual.

 

O senhor conheceu o Nelinho, incluindo a atuação dele como vereador. O senhor acha que, se não tivesse sido assassinado, ele teria sido prefeito em Corumbiara?

Sim, acredito plenamente. E não só isso, ele cresceria muito na política. Acho que hoje ele seria um deputado federal ou um senador. Imagine o quanto seria bom para Corumbiara ter um senador daqui? O Nelinho era muito popular e, além disso, muito competente em tudo o que fazia. Eu não tenho dúvida de que ele iria longe se não tivesse sido assassinado.

 

Qual é o plano do PT em termos de eleição?

Queremos chegar à prefeitura de Corumbiara. Estamos nos reunindo para isso e vamos entrar num acordo interno, dentro do partido, sobre quem será o candidato em 2016.