O vereador Jairo Peixoto (PP) disse, durante sessão ordinária da Câmara  de Vilhena na manhã desta terça-feira, 18, que a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos não atende as necessidades da cidade e que  não vê outro caminho que não seja a terceirização da Pasta. “Nós não conseguimos fazer o trabalho que precisa ser feito na área rural do nosso município, temos várias linhas com problemas e, infelizmente, parte dos nossos produtores rurais não consegue escoar sua produção, porque não podemos dar as condições mínimas de manutenção das estradas vicinais”, disse o vereador, e continuou: “Acho que não existe outra saída que não seja a terceirização, porque a Semosp não consegue fazer o trabalho que precisa ser feito”.

O vereador concedeu um aparte à vereadora Maria José da Farmácia (PDT) que teceu críticas à Semosp e questionou se o erro está ocorrendo na secretaria ou no Executivo, que não vem dando o suporte necessário para que a Pasta funcione a contento. “Não é só nas estradas vicinais, não, nem é preciso ir longe: dentro da cidade há ruas sem condições de tráfego, vê se você consegue chegar ao bairro Bodanese. A situação ali está calamitosa”, disse a vereadora, e prosseguiu: “Não era para a gente estar pedindo, implorando. Isso aí é dever da Secretaria de Obras, que se não está funcionando é porque alguma coisa está errada. Então, temos que ver onde está o erro: se é a secretaria que não atua como deve, ou se é o Executivo que não está oferecendo condições de trabalho”, disse a vereadora.

O presidente da casa de leis, vereador Vanderlei Graebin (SD) também pediu um aparte e saiu em defesa do Executivo e da Semosp. “Muitas vezes fazemos indicações aqui apenas para satisfazer a comunidade, porque de fato e de direito nada está acontecendo, não adianta a gente cobrar uma situação se de repente não tem o material adequado para fazer. Hoje a Secretaria de Obras está com o maquinário obsoleto, equipamentos de 15 ou 20 anos atrás. Obviamente que comprou alguns maquinários, mas é pouco e não atende a demanda do município”, explanou o presidente. 

Depois do pronunciamento de Jairo Peixoto, foi a vez da vereadora Professora Valdete (PPS). Ela falou sobre a situação dos chacareiros do Setor Asprovida e Cooperfrutos, que estariam recebendo em suas contas de água a cobrança da taxa do lixo, mas o caminhão não estaria fazendo a coleta do material naquelas localidades. “Não se pode cobrar por um serviço que não é oferecido, e é isso que o SAAE está fazendo, como se já não bastasse a situação da taxa de iluminação pública que pagamos e 90% da cidade está às escuras”, disse a vereadora. 

A parlamentar (FOTO SEDUNDÁRIA) comentou também a sugestão do colega Jairo Peixoto acerca da terceirização da Semosp. “Se tem algum órgão desta prefeitura que precisa ser terceirizado chama-se gabinete do prefeito, tem que terceirizar quem não faz o serviço. A secretaria de Obras existe em todas as prefeituras e é de obrigatoriedade nossa fazer com que ela preste um bom serviço. Deixo claro que sou contra a terceirização, principalmente da Semosp”, disse a vereadora e lembrou: “No ano passado nós aprovamos nesta Casa uma lei na ordem de mais de R$ 3 milhões de financiamento para compra de máquinas e peças para a Secretaria de Obras, cadê esta lei? Cadê este financiamento? O que fizeram com este documento?”, questionou.