Vítima de supostos abusos entra com representação na justiça


Em contato com o FOLHA DO SUL ON LINE, por telefone, a presidente da Câmara de Colorado do Oeste, Mariley Novaky (PT) deu sua versão para um incidente envolvendo policiais militares da cidade. O episódio, registrado na noite de domingo, 01, resultou na prisão do pedreiro Manoel Messias Brito da Silva, 29 anos, acusado de dirigir embriagado.
A parlamentar petista relata que Manoel havia saído há pouco tempo de sua casa, quando os amigos dele ligaram para informar sobre a prisão. Acompanhada de um advogado do também vereador Wagner Sacramento da Silva (PT), o “Tutu”, Mariley foi até a Delegacia de Polícia Civil, para onde o suspeito havia sido levado.
Ao chegar ao local, os vereadores encontraram Manoel algemado e quiseram saber se ele havia reagido à abordagem policial. Segundo Novaky, a resposta foi negativa e, por isso, tanto ela quanto o colega e o advogado pediram que as algemas fossem retiradas. Os policiais disseram que não poderiam atender o pedido e, ao registrar o Boletim de Ocorrência sobre o caso, denunciaram Mariley por se dirigir a eles “com ironia” e Tutu por “elevar a voz”. Ambos negam as acusações.
Junto com uma “nota oficial”, a presidente do Parlamento coloradense enviou também o laudo médico feito na mesma noite do incidente, atestando que o acusado estava sóbrio. Mesmo assim, ele teve a CNH apreendida e sofreu multas por infrações de trânsito.

REPRESENTAÇÃO CONTRA PMs
Por causa do ocorrido, o pedreiro representou judicialmente os PMs, acusando-os de perseguição. Na peça, assinada por seu advogado, Manoel alega que, desde um outro incidente policial, vem sendo parado e virando alvo de constantes revistas no trânsito de Colorado do Oeste.
Messias se refere ao vídeo gravado por um parente mostrando um policial desferindo uma bofetada no rosto de uma mulher (veja aqui). Ele garante que não produziu as imagens, que renderam um inquérito policial-militar destinado a investigar a conduta do soldado que agrediu a jovem.

O OUTRO LADO
Assim como aconteceu no episódio anterior, quando o vídeo com a agressão do PM repercutiu em toda a região, o site está à disposição do comando da PM, para que a corporação se pronuncie oficialmente sobre o ocorrido.