Telefone divulgou críticas a Vivian e ao presidente da Câmara, bem como elogios à Prefeitura de Vilhena
 
A vereadora Professora Vivian denunciou nesta quarta-feira, 10 de janeiro, o uso indevido de seu nome em telefone celular que compartilha em grupos de WhatsApp notícias “com finalidade de denegrir pessoas e grupos políticos", em especial contra ela e o presidente da Câmara, Samir Ali, além de publicar matérias elogiosas à Prefeitura.
 
“Com finalidades políticas, tive meus documentos usados para o cadastro de um chip de celular na cidade de Buritis, em Rondônia. Esse número tem feito diversos comentários em grupos de WhatsApp com o nome 'Jornalismo' para denegrir pessoas e grupos políticos, inclusive compartilhando matérias políticas através de um site duvidoso. Hoje para minha surpresa descobri que este número está registrado em meu CPF. As medidas estão sendo tomadas e desde já esclareço que isso é crime”, diz o comunicado nas redes sociais da vereadora, postado ontem.
 
Consultada, a vereadora explicou que desde quando descobriu o uso indevido de seu nome e documentos, fez consultas e descobriu diversas informações sobre o número que instruirão denúncia na Polícia Civil, com boletim de ocorrência, e também pedido de investigação aprofundada no Ministério Público. De acordo com Vivian, para registro do chip foi usado um endereço antigo e uma cidade onde nunca morou: Buritis, em Rondônia.
 
“O número foi comprado na operadora Claro em 17 de outubro do ano passado. Usaram meu CPF para comprar um número pré-pago. Então, a pessoa colocou apenas o nome ‘Jornalismo’ no WhatsApp e entrou num grupo de apoiadores do meu mandato. Passou a falar mal da esquerda o tempo inteiro lá, atacando muito por eu ser contra a gestão, e também criticando o presidente Lula e a família Donadon. No dia 25 de novembro removi o contato do grupo. Mas, até lá, foram compartilhadas várias mensagens atacando o Samir e a mim, falando que o presidente da Câmara de Vereadores era petista e coisas semelhantes”, explicou.
 
Dois dias depois foi criado o site “Cone Sul News”, com registro em Canadá e final “.com”. Nele passaram a ser publicadas diversas notícias autorais sobre a política local, entremeadas com cópias de algumas notícias nacionais. O número que Vivian havia removido do grupo passou a compartilhar as notícias do site em grupos de WhatsApp (veja imagem abaixo).
 
O site não exibe nome de proprietário nos mecanismos de identificação como “WhoIs”, indicando apenas endereço em Vancouver, no Canadá. Também não há dados de contato, banners de patrocinadores, nem um jornalista responsável. Em 21 de dezembro o suposto jornal publicou texto sobre a greve da Educação, afirmando que "foi baseada em um trabalho mal feito da vereadora Vivian Repessold e era apenas uma ilusão que levou os professores a terem esperanças em fumaça". Recentemente, porém, a Justiça reconheceu que os servidores tinham, sim, direito à greve, apesar de decisão liminar inicial ter exigido o retorno das aulas.