Valdete Savaris explicou posicionamento contra verba liberada pela prefeitura

Em visita ao estande da FOLHA na 30ª Expovil, a vereadora Valdete Savaris (PPS), uma das que votou contra o repasse de R$ 65 mil, aprovado pela câmara no dia 1º de julho, para a organização da festa, explicou o posicionamento contrário que teve. “Quero deixar claro que não sou contra a festa, mas sim contra o recurso. Inclusive, no ano passado, eu votei a favor. Em 30 anos de festa, sempre contribuí com a festa comprando minha cartela, sempre prestigiei, mas este ano a situação financeira do município não está das melhores, e há vários setores carentes precisando urgentemente de ajuda”, conta.

A vereadora cita a situação de crise do município como justificativa. “O município tem verba escassa. A gente vai pedir, não tem recurso para a educação, falta saúde, segurança, iluminação pública, escolas estão abandonadas. Se a situação estivesse boa, eu aprovaria”. Como exemplo, ela cita reclamações da categoria da saúde: “Cerca de 15 dias atrás, em reunião onde estive, na presença de representantes do MP, secretário de saúde Vivaldo Carneiro, secretário governamental Gustavo Valmórbida, os técnicos em enfermagem do Hospital Regional pediram, e o pedido está registrado em ata, itens como agulhas, algodão, álcool. Não é só por salário que eles estavam brigando, era por condições dignas de trabalho, e todo mundo que estava lá viu”. Nesta reunião, ficou acertada a contratação de mais 40 técnicos em enfermagem.

“Se esse dinheiro fosse necessário para a festa acontecer, ela não aconteceria, porque o repasse foi aprovado no dia em que a festa já estava acontecendo, e recursos deste tipo demoram alguns dias para sair”, comenta a vereadora. “E sobre o dia de porteiras liberadas, desde a primeira edição ele acontece. O terreno onde é realizada a festa é isento de IPTU, a prefeitura cede ambulância, profissionais de saúde, o Estado cede PMs e bombeiros. E sobre a isenção de taxas, é uma feira agropecuária, que sentido ela teria se não houvesse incentivo aos produtores, principalmente os da agricultura familiar?”, questiona.

E depois da festa o trabalho continua. “Há muitas matérias para as quais não temos recursos. Já que tem para a festa, vamos aplicar nas escolas que estão abandonadas. Nesse sentido, a gente se constrange em ser profissional”. E finaliza: “Quero agradecer a população pelo apoio, e deixar claro que não sou de forma alguma contra a festa, que está linda e muito melhor, menos cansativa, com cinco dias. O que gostaria de deixar claro é que é preciso ter prioridades, é preciso saber e discutir o que é melhor para todos”. O valor aprovado foi de R$ 50 mil para a Aviagro e R$ 15 mil para a CDL, totalizando R$ 65 mil. Além de Valdete, apenas os vereadores Célio Batista (PP) e Maria José (PDT) foram contra o repasse, aprovado por votação em sessão extraordinária do dia 1º de julho.