Fatos pesam a favor e contra Rover
Numa sessão histórica, com gente assistindo os discursos até pela janela, e como não se via há mais de 30 anos, quando o único prefeito cassado na cidade tinha seu mandato na mira dos vereadores, a Câmara de Vilhena discute, neste momento, o impeachment do atual, Zé Rover (PP).
Com aliados presos e ele próprio acossado por denúncias da Polícia Federal, que vem apurando uma série de irregularidades, Rover, no entanto, tem pelo menos dois fatores a seu favor na dramática tentativa de sobreviver politicamente.
Caso seja mesmo aprovada a CPI que pode resultar em seu impeachment, o prefeito ainda dispõe de algo vital para tentar esfriar os ânimos da população, que cobra medidas duras: tempo! Ele terá três meses (tempo de duração da CPI) para argumentar e tentar convencer os vereadores a poupá-lo.
Outro fator em favor do prefeito é o número de votos necessários para tomar-lhe o cargo: são necessários sete dos dez vereadores para promover a “degola” política.
Mas, nem tudo é tão animador: a votação para uma eventual cassação é aberta. E, numa situação dessas, a pressão popular pode levar os vereadores, mesmo os mais fieis, a pensar com o instinto de sobrevivência.