Acusação prevê prejuízo aos cofres públicos de mais de R$ 3 milhões

A Câmara Municipal de Vilhena rejeitou, por unanimidade, na manhã desta terça-feira, 03, a denúncia feita pelo advogado Caetano Vendimiatti Neto, presidente da Associação de Defesa dos Direitos da Cidadania em Rondônia, e pelo eleitor Valdico Alves dos Santos, que pedia a instauração de uma comissão processante para investigar os fatos apontados pelos denunciantes pelos quais o prefeito de Vilhena, José Rover (PP), teria cometido atos de improbidade administrativa ao infringir o artigo 4º, inciso VIII, do Decreto-Lei 201/1967, combinado com o artigo 98, inciso IV da Lei Orgânica do Município. 
De acordo com a denúncia, há indícios de irregularidades em diversas obras e convênios, causando o prejuízo ao erário público estimado em mais de R$ 3,3 milhões 
Na denúncia aparecem os nomes de sete empresas: Tend Tudo Acessórios, M.C.F. Peixoto, Projetus Engenharia, Alpha Produções, V.A. Pasa , Elotech Gestão Pública e Auto Posto Irmãos Batista. 
De acordo com a denúncia, a administração Rover teria realizado pagamento de serviços e aquisição de bens e produtos dessas empresas sem o devido procedimento licitatório. Ainda de acordo com a denúncia, a empresa Projetus Engenharia teria recebido em um único contrato com a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) o montante de R$ 1.085.926,27.
As empresas Tend Tudo Acessórios e M.C.F. Peixoto foram citadas duas vezes na denúncia, ambas por contrato com a SEMOSP.  Respectivamente teriam recebido R$ 383.350,72; e R$ 379.008,00.
Dos outros contratos apontados com supostas irregularidades, dois deles são da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) com a Alpha Produções (R$ 20.000,00); e o Auto Posto Irmãos Batista (R$ 103.914,53).
A Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) também foi citada na denúncia por um contrato com a empresa V.A. Pasa que teria recebido R$ 120.000,00. 
E por último, o contrato de R$ 160.328,58 do Gabinete do Prefeito com a empresa Elotech Gestão Pública. 
Ao analisar as denúncias apresentadas por escrito, os vereadores, por unanimidade, rejeitaram a abertura de uma nova CPI para investigar Rover.   Nenhum dos que barraram as acusações justificou o voto contrário à apuração das suspeitas.