Mais uma vez, os bacharéis em Direito de Vilhena fazem fiasco na prova da OAB. O exame, que habilita os formandos para o exercício da advocacia, foi realizado em todo o Estado no dia 13 de junho. Na cidade, as provas foram aplicadas no campus da Unir.

O desempenho dos operadores locais da área jurídica foi simplesmente ridículo: dos 82 inscritos, apenas dois passaram na primeira etapa da prova. Destes, um é médico e ainda está no nono período (do total de dez) do curso de Direito oferecido pela Avec. Especialista em Medicina Ortomolecular, William Chagas Sérgio mantém consultório numa clínica particular da cidade e estuda à noite. O outro aprovado é Luiz Antônio Gatto Júnior, que já passou em outras edições do exame, mas acabou não superando a segunda fase.

Ao comentar o resultado pífio dos bacharéis, a presidente da seccional da OAB em Vilhena, Vera Paixão, procurou isentar os colegas de responsabilidade. Para ela, a elaboração da prova é que está sendo muito injusta. As questões, elaboradas pelo Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe), entidade ligada à Universidade de Brasília (UnB) estariam num nível muito superior ao que os estudantes aprendem na faculdade. “O conteúdo aplicado é para concurso de magistratura”, reclama Vera, acrescentando que os candidatos a advogado são obrigados a responder 100 questões em 5 horas. Apesar das críticas, Paixão considera conveniente a aplicação do teste antes de entregar a carteirnha aos bacharéis em Direito. Ao contrário de outros advogados, que defendem o fim do exame.

Em todo o Estado, 966 bacharéis em Direito se inscreveram na esperança de conseguir a habilitação para advogar. Destes, apenas 78 superaram a primeira fase. Ou seja, pouco mais de 8%. Em Vilhena, o percentual de aprovados é ainda menor: menos de 3%. A esperança de aumentar estes números é a possibilidade que a OAB abre para a apresentação de recursos pelos candidatos.