“Ainda não hostilizaram ninguém, mas deixam claro que não nos querem por lá”.
 
Espécie de refúgio para vários vilhenenses à beira do rio Guaporé, a pequena Vila Neide, distrito de Cabixi, está quase inacessível para os que possuem casas por lá.
 
Medidas restritivas, previstas no Decreto de Calamidade Pública assinado pelo prefeito Silvenio Almeida (MDB) para enfrentar a pandemia de Covid-19, prevê barreiras sanitárias nos acessos a Cabixi, passagem obrigatória para quem segue para o povoado ribeirinho (LEIA DECRETO NA ÍNTEGRA).
 
A lei emergencial até permite que os donos das casas em Vila Neide frequentem o local, mas eles não podem levar visitas e são monitorados. As duras regras do decreto incluem esta: “Proibir a entrada de visitantes que não possuam parentes de primeiro grau, a não ser pessoas que venham a trabalho”.
 
Segundo um empresário de Vilhena, que há muitos anos mantém casa na vila e vai frequentemente à pequena “aldeia”, mais grave que as paradas para fiscalização, são as reações da população nativa: “os moradores ainda não hostilizaram ninguém, mas deixam claro que não nos querem por lá”.
 
Entre a habitual simpatia de uma população que aprendeu a explorar seu potencial turístico e o medo da contaminação pelo Coronavirus, muitos moradores de Cabixi e de seu entorno estão assustando os visitantes.
 
O denunciante, que se diz triste com essa situação, enviou vídeo de uma dessas barreiras, montadas na entrada de Cabixi (CLIQUE ABAIXO e assista)