Em Vilhena, fãs do carro planejam voltar a realizar encontros após a pandemia
É só um carro. Um carro velho. Mas todo mundo olha quando ele passa na rua.
O Fusca verde, ano 1966, com peças e motor original de 1.200 cilindradas, “para o trânsito” em Cerejeiras. O carro tem mais de 50 anos de fabricação e não tem ar-condicionado, nem vidros elétricos, nem direção hidráulica... Mas, mesmo assim, chama a atenção por onde passa.
“O Fusca é o carro mais simples que existe. Não tem nada”, conta o dono do veículo, o microempresário Elizandro Secagmo, que é proprietário de um restaurante em Cerejeiras.
E se engana quem pensa que o carro, por ser velho, é barato. “Um carro deste aqui sai por até R$ 35 mil. Já vi um cara oferecer um Ônix zero num Fusca”, conta Elizandro, que comprou o dele em São Paulo há uns seis meses.
Os fãs do clássico da Volkswagen se organizam em grupos no WhatsApp e em comunidades no Facebook e participam de encontros presenciais em Vilhena, Cacoal e na “Capital do Fusca” em Rondônia, que é Ji-Paraná. “Agora, por conta da pandemia, não estamos fazendo eventos. Mas sempre nos reunimos para comer uma carne assada e compartilharmos experiências com os nossos carros. Quando passar a pandemia, vamos voltar a nos reunir”, conclui o microempresário que é um superfã do Fusca.
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Autor:
Rildo Costa
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 14 de Outubro de 2020, às 16:28