A candidata ao Senado Luciana Oliveira (PT) assumiu o protagonismo de um dos confrontos do debate promovido pela TV Norte Rondônia, afiliada do SBT, ao defender a descentralização da saúde, destacar investimentos ligados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e responder às provocações feitas contra o petista durante o programa.


Questionada sobre o sofrimento de pacientes do interior que precisam se deslocar até Porto Velho em busca de atendimento, Luciana apontou a regionalização como caminho para aproximar os serviços de saúde da população.


“O caminho é a regionalização. O presidente Lula já está fazendo para descentralizar a saúde”, afirmou.


Na resposta, a candidata citou iniciativas relacionadas à estrutura de atendimento em municípios do interior e mencionou o Hospital Universitário em Porto Velho. A petista também defendeu uma atuação mais efetiva no Senado para assegurar recursos destinados ao custeio e aos investimentos na saúde de Rondônia.


“O custeio está comprometido. O relatório do Tribunal de Contas diz que o Estado não tem dinheiro para investir. A gente está na mão de ir lá trazer emenda”, declarou.


Luciana ainda levou ao debate uma experiência pessoal vivida durante a pandemia ao mencionar a morte de uma cunhada naquele período. A partir daí, estabeleceu um contraste entre a gestão de Lula e o governo anterior e questionou as entregas realizadas em Rondônia na administração de Jair Bolsonaro.


“Me diga um hospital que ele tenha entregado aqui, uma maternidade, uma carreta da saúde que ele tenha trazido”, provocou.


O confronto ganhou intensidade quando Bruno Scheid, do PL, deixou a discussão sobre regionalização da saúde e passou a atacar Lula e o PT. Luciana foi provocada sobre o presidente e respondeu diretamente, levando para o debate episódios envolvendo o campo político defendido pelo adversário.


“O seu presidente tem ‘sabor morte’”, reagiu a candidata.


Na sequência, Luciana citou Flávio Bolsonaro ao lembrar uma homenagem concedida no Rio de Janeiro a uma pessoa que, segundo afirmou durante o debate, estava presa e era apontada como chefe do crime.


“O único que homenageou com uma Medalha Tiradentes uma pessoa que estava presa, chefe do crime no Rio de Janeiro, foi o seu candidato Flávio Bolsonaro”, declarou.


A petista também mencionou Jair Bolsonaro e fez referência às acusações relacionadas à tentativa de golpe ao rebater as críticas lançadas contra Lula. A troca de respostas levou a mediação do debate a intervir para controlar o tempo e pedir que os candidatos retornassem aos respectivos lugares.


Ao longo do confronto, Luciana manteve a defesa do governo Lula associada à proposta de descentralizar o atendimento de saúde e ampliar a presença de serviços fora da capital. A candidata também reforçou que o mandato de senador deve atuar na busca de recursos federais para garantir investimentos e custeio no Estado.


O embate encerrou o segundo bloco do debate entre os candidatos ao Senado por Rondônia e evidenciou o contraste entre os dois campos políticos: Luciana apresentou a continuidade dos investimentos federais e a regionalização da saúde como parte de sua defesa, enquanto respondeu às provocações dirigidas ao presidente Lula com críticas ao grupo político adversário.


Lula é candidato à reeleição à Presidência da República com o número 13; Expedito Netto é candidato ao Governo de Rondônia com o número 13; e Luciana Oliveira é candidata ao Senado Federal com o número 133.


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