Criminalista diz que acusado não vai à cidade onde o homicídio aconteceu há 9 anos
 
Um homem de 37 anos, identificado apenas como “Francisco” está preso na Cadeia Pública de Vilhena há mais de 20 dias, acusado de um crime que seu advogado garante que ele não cometeu. Aliás, foi o próprio criminalista Luís Serafim quem revelou o que classifica como “uma injustiça”.
 
Após o advogado publicar um vídeo nas redes sociais, falando do caso, o FOLHA DO SUL ON LINE buscou mais informações sobre o crime atribuído a Francisco, que trabalha há 8 anos em um frigorífico na cidade de Chupinguaia.
 
O assassinato a tiros de um idoso (71 anos) aconteceu em 2025, às margens de uma rodovia na cidade de Dois Riachos, no Sertão de Alagoas. A esposa da vítima reconheceu o assassino através de uma fotografia, e isso levou o Ministério Público Alagoano a pedir a prisão do morador de Chupinguaia.
 
A viúva contou à polícia alagoana que dois homens e uma moto abordaram o marido e um deles o baleou. Ela contou que o suposto assassino, que viria a reconhecer, não estava usando capacete durante o ataque a tiros que teria testemunhado.
 
A defesa aponta o que considera uma falha no procedimento: o acusado mora há 9 anos em Chupinguaia e há 8, trabalha na indústria de carnes. E garante: Francisco, que planejava visitar Dois Riachos apenas este ano, está há quase uma década sem ir ao município onde ainda tem parentes.
 
Serafim pretende impetrar um habeas corpus na justiça do Estado Nordestino, para tentar tirar o operário da cadeia. Comprovantes que atestam sua presença na cidade do Cone Sul de Rondônia, que fica a 3.800 km do local do crime, serão anexados à peça que será protocolada.
 
“Ele estava trabalhando no dia do assassinato do idoso em Alagoas, e bateu o ponto no serviço, que usa reconhecimento facial. Portanto, não há como sustentar essa acusação”, argumenta o profissional do Direito vilhenense.
 
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