Coronel Chrisóstomo defende ação das Forças Armadas após tornozeleira no ex-presidente
O deputado Delegado Caveira (PL-PA) precisou esconder uma bandeira de Donald Trump durante uma entrevista à imprensa feita pela oposição na Câmara na manhã de ontem. Os demais parlamentares pediram para não mostrá-la.
Embora não tenha envolvimento direto com a cena, o deputado federal rondoniense Coronel Chrisóstomo (PL), exercendo seu segundo mandato consecutivo, apareceu na imagem usada por grandes veículos de imprensa para falar sobre o episódio.
O parlamentar, aliás, tem ganhado destaque no noticiário nacional com sua postura considerada “radical”: recentemente, com um discurso inflamado, ele pediu que uma ação das Forças Armadas após a operação da PF contra o ex-presidente Bolsonaro (PL), que precisou colocar tornozeleira eletrônica.
Deputado afirmou que teve orgulho das Forças Armadas em 1964, período em que país viveu uma ditadura militar. "Hoje, eu quero dizer o seguinte: Forças Armadas, estejam ao lado do povo brasileiro, estejam ao lado da democracia", disse ele ao afirmar que "embora fosse um menino" se orgulhava da instituição. A declaração ocorreu durante entrevista coletiva da oposição no Congresso.
O parlamentar pediu também para que a imprensa aja "em favor do povo brasileiro". "Na década de 60, em 64, a imprensa agiu a favor do povo. Está na hora da imprensa agir em favor do povo brasileiro", disse Chrisóstomo. O Brasil foi redemocratizado há 40 anos após mais de 20 anos de regime militar (CLIQUE ABAIXO e assista o vídeo)
O QUE ACONTECEU
A bandeira foi exibida no momento que o senador Wellington Fagundes (PL-MT) falava. Antes dele, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), se dizia "amordaçado" e classificava o cancelamento de sessões de comissões como "ilegal”.
A bandeira ficou pouco tempo à vista. O Delegado Caveira guardou a bandeira por orientação de outros parlamentares e não voltou a deixá-la à mostra. Um dos colegas que pediu para guardá-la foi Domingos Sávio (PL-MG), que é ligado ao setor de comércio e serviços.
Questionado sobre o motivo de escondê-la, o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) disse que não era o local apropriado. O parlamentar coordenava a coletiva e justificou que o assunto da entrevista era o que chamou de cerceamento da oposição. A direita defende que a culpa pelo tarifaço é de Lula.
O governo tenta colar no bolsonarismo a sobretaxa dos Estados Unidos. A justificativa é que o Brasil só foi punido por causa da atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O termo usado é chantagem ao exigir absolvição de Jair Bolsonaro em troca do levantamento das tarifas.
A reunião de hoje foi atípica. Houve poucas críticas ao STF e à esquerda. O deputado Sanderson (PL-RS) ressaltou que o objetivo foi "abraçar" Jair Bolsonaro por causa da proibição de transmitir entrevistas.
O ex-presidente iria à Câmara e cancelou. O motivo foi o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ter proibido a realização de comissões durante o recesso.
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Autor:
Da redação
Fonte:
UOL
Publicado em 23 de Julho de 2025, às 06:21