Nas redes sociais, a advogada criminalista Monica Grasiela de Matias publicou um vídeo que rapidamente viralizou esta semana: as imagens registram o desabafo da mãe da técnica em enfermagem Jeniffer de Oliveira Novais, que tinha 26 anos e não sobreviveu a um acidente na BR 435, a cerca de 8 km de Cerejeiras, na saída para Colorado do Oeste no mês passado.
De acordo com a profissional do Direito que atua no caso, e que escreveu um texto compartilhado junto com o vídeo, a servidora pública que trabalhava na Saúde nos municípios de Cabixi e Corumbiara, não morreu por causa apenas da queda que sofreu na rodovia, como se acreditava inicialmente (ENTENDA AQUI).
A jovem, cuja mãe cobra agilidade e justiça na investigação, teve seu corpo esmagado quando ainda estava caída, segundo o relato da advogada. Os suspeitos: um empresário de família pioneira no Cone Sul de Rondônia, atualmente residindo em Ariquemes, que dirigia a SW 4 envolvida na tragédia, e mais três pessoas que estavam a bordo do veículo.
O grupo, que teria se reunido em Cerejeiras e gravado vídeos para campanha política em Corumbiara não teria demonstrado, com a atitude após a morte, “o mínimo de respeito com a vida humana, na busca desenfreada pelo poder”
O FOLHA DO SUL ON LINE seguirá no caso e trará novos detalhes da investigação, que está sendo conduzida pela Polícia Civil de Cerejeiras, que já interrogou testemunhas do que aparentava, a princípio, ser outro tipo de acidente. A apuração corre em sigilo (ASSISTA ABAIXO O VÍDEO-DESABAFO e, a seguir, leia a postagem da advogada).
“Essa é a Maria, a mãe da Jeniffer. Há quase três meses ela perdeu sua filha num acidente automobilístico ocorrido quando a jovem se deslocava para trabalhar em Cabixi/RO.
Por motivos ainda não identificados Jeniffer caiu ao solo, sendo vista por pessoas que tentaram sinalizar o local para evitar novo acidente.
Contudo, mesmo com o esforço dessas pessoas, um veículo marca modelo Toyota SW4 ignorou os sinais luminosos tanto da carreta que havia parado, quanto de mais populares que estavam no local, passando por cima da vítima, que foi a óbito por laceração hepática e contusão pulmonar. Ou seja, não havia a mínima possibilidade de sobrevivência.
É sabido que no interior dessa SW4 haviam quatro pessoas, sendo que três foram identificados no inquérito; um deles foi ouvido na delegacia de polícia; mas a quarta pessoa, não se sabe o porquê, não foi mencionada no depoimento.
E o mais interessante: o policial civil que ouviu uma das partes na delegacia de Cerejeiras não questionou quem era o quarto ocupante do veículo. Por qual motivo?
Mas, como não existe crime perfeito, ainda que culposo, é sabido que tais pessoas estiveram em reunião política em Cerejeiras, do 06 de julho no hotel Hanami. E, no dia 07 de julho, mesmo após o acidente que vitimou Jeniffer, estiveram em Corumbiara gravando vídeos para a campanha eleitoral, demonstrando o mínimo de respeito com a vida humana, na busca desenfreada pelo poder.
Não citarei aqui os nomes, nem tampouco atribuirei os crimes aplicáveis a cada um, porque apesar de falha, confio que será feita JUSTIÇA a essa mãe que perdeu sua filha, e aos familiares e amigos.
A Defesa da família de Jennifer registra aqui que não se curvará perante essa crueldade, nem tampouco deixará de fazer o necessário para culpabilizar os responsáveis, independentemente da hierarquia e da posição social dos mesmos”.