Vários dependentes de crack chegaram ao local após a fuga dos suspeitos
Em menos de 24 horas, duas ocorrências de tráfico de drogas foram registradas em Vilhena, em bairros diferentes. Uma delas já havia sido publicada pelo FOLHA DO SUL ON LINE (lembre aqui). Os casos foram parar na Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp), para investigações.
O segundo caso foi registrado no bairro Alto Alegre, durante a tarde desta quinta-feira, 07. A informação que a Policia Militar tinha é que, em uma residência na rua 803, um casal utilizada um menor de idade para comercializar drogas, e que o produto era vendido, além de na casa, na Praça Geraldão.
Ao se aproximar do local, a guarnição percebeu que lá havia uma grande movimentação de mulheres e crianças, mas um homem saiu correndo para os fundos da casa ao notar a presença da viatura. Tratava-se de Alan A. S., de 23 anos. Quando os policiais tentaram armar o cerco para prendê-lo, ele conseguiu fugir, pulando os muros da vizinhança.
Enquanto isso, sua esposa, Melissa K. A. A., de 20 anos, aproveitou a ação dos militares e também fugiu. Permaneceram no local somente B. E. S. A. S., de 14 anos, o menor que fazia a venda dos entorpecentes, um homem de 56 anos, sua esposa e mais três crianças.
Dentro da casa, além de uma quantia de R$ 100,00, a polícia encontrou no quarto do casal 16 gramas de crack. No mesmo local, outras prisões por tráfico de drogas já foram realizadas, sendo que um dos homens apreendidos ainda cumpre pena no Centro de Ressocialização Cone Sul, o presídio de Vilhena, e que também utilizava menores para o tráfico de drogas.
Enquanto alguns policiais foram atrás do casal fugitivo, outros ficaram na casa, sendo que nesse tempo outras pessoas foram até lá, procurando pelo morador da residência, sendo todos usuários de drogas.
Quanto ao casal que ficou no local, eles contaram que estavam indo para o Mato Grosso e que haviam chegado no dia anterior. O senhor de 56 anos relatou ainda que percebeu o fluxo de pessoas, mas como dependia do favor, já que iria passar uns dias no lugar, não quis questionar.
Os entorpecentes encontrados foram levados para Unisp, assim como o dinheiro e uma CNH, que possivelmente era fruto de penhora em troca de drogas. Alan, Melissa e o menor foram qualificados pelo crime de tráfico de drogas.
Autor:
Jéssica Chalegra
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 08 de Fevereiro de 2019, às 13:29