O comerciante Paulo Aparecido Dias, preso na manhã de hoje pela Polícia Civil de Vilhena, acusado de encomendar a morte do corretor de imóveis Duílio Lourenço Duarte, no dia 03 de abril deste ano, resolveu confessar o crime.
Segundo confessou ao delegado Ítalo Osvaldo Alves da Silva, a razão da execução seria um dívida de R$ 15 mil, contraída pela vítima. Duílio teria tomado o dinheiro emprestado e pagaria mensalmente os juros, cuja taxa não foi revelada.
Cerca de quatro meses antes do crime, Paulinho, que era funcionário de uma agência funerária, teria procurado o devedor. Em todas as vezes que foi procurado, o corretor disse que não teria como pagar os juros nem devolver o capital inicial. Na última vez que se recusou a fazer o acerto, Duarte teria dito: “Vá procurar a justiça”.
Ao delegado, o criminoso confesso, que hoje é dono de uma loja de artigos infantis e de um ponto de táxi, disse que começou a “ficar com raiva” por não receber. Do dia em que foi feito o suposto empréstimo até a data da execução, passaram-se oito meses.
COMO FOI – Paulinho revelou ter pedido ajuda a um detento para contratar o pistoleiro, mas a operação acabou não dando certo. Ele então se lembrou que já havia conversado sobre o assunto com um rapaz de nome “Batman”, que já morreu. Este teria lhe indicado Vanildo de Souza Santos, conhecido como “Neguinho”, que aceitou o serviço, pelo qual recebeu R$ 6 mil em notas de R$ 10 e R$ 20.
Em companhia de um colega, identificado como Danilo Araújo de Freitas, de 19 anos, Neguinho (22 anos), usou a moto e uma arma emprestadas pelo contratante, para atingir a vítima com vários tiros a queima-roupa. No mesmo dia, horas depois, ambos os rapazes foram presos e confessaram o assassinato, mas não revelaram o nome do mandante. Os dois deram várias razões para o que seria uma vingança, mas nenhuma das versões convenceu a polícia.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 02 de Maio de 2013, às 16:09