Situação da escola rural Progresso foi debatida na Câmara
A precariedade das escolas públicas municipais voltou a ser debatida nesta terça-feira, 19, durante sessão da Câmara de Vereadores de Vilhena. A deterioração dos prédios e a falta de merenda escolar em diversos colégios foi citada pelos vereadores, mas o foco recaiu mesmo sobre a Escola Progresso, que fica na área rural do município, na BR 345, e para a qual a vereadora Professora Valdete Savaris (PPS) emitiu ofício ao Corpo de Bombeiros solicitando que fosse realizada uma vistoria no estabelecimento, que estaria colocando em risco a integridade física dos alunos.
A vistoria foi realizada na segunda-feira, 18, e o vereador Junior Donadon (PSD) acompanhou os trabalhos dos Bombeiros, que encontraram irregularidades, como salas sem forro, sem ventilação e paredes corroídas ameaçando cair. “Um absurdo a situação daquela escola: nos dias quentes as crianças são levadas para debaixo de uma árvore, porque não suportam a temperatura dentro da sala, que não tem forro, e os ventiladores não funcionam”, disse Donadon.
O presidente do Legislativo Municipal visitou também a escola que fica na localidade conhecida como Baixadão, que poderia receber os alunos da Escola Progresso, até a necessária construção de um novo prédio, mas a instituição de ensino, fechada há anos, foi depredada e não tem nenhuma condição de ser utilizada.
A informação obtida por Donadon junto aos Bombeiro que realizou a vistoria é a de que o laudo produzido por ele será submetido ao seu superior para análise. “Mas tudo indica que a escola deva ser interditada”, disse o presidente.
Situação que não agrada nem a direção da Escola Progresso, nem aos pais dos alunos, que esperavam que as aulas fossem mantidas no local até a construção do novo prédio. “Não á que nós queiramos a interdição, é que ela se mostra necessária pela precariedade daquela escola, que coloca em risco a integridade física dos alunos; e isso é fruto de uma administração injusta, de um gestor covarde que não assume suas responsabilidades”, pontuou Valdete.