O empresário vilhenense Paulo Reginatto, cuja família é dona de uma dos supermercados mais conhecidos na cidade, foi libertado ontem à tarde, depois de três dias na Cadeia Pública local, após a polícia encontrar uma pistola Ponto 45 em seu escritório. Pagou fiança de R$ 3.500 e responderá em liberdade pela posse ilegal de arma de uso restrito.

Agora a pouco, Paulo resolveu esclarecer o caso e, por telefone, disse ao FOLHA DO SUL ON LINE que foi denunciado pela ex-esposa, com quem tem dois filhos. O comerciante, que já está em outro relacionamento, se separou da mulher, cujo nome ele não quis mencionar, a cerca de um ano.

Segundo Reginatto, como ele não desobedecia à medida protetiva obtida pela antiga companheira, ela achou um jeito de lhe prejudicar. “Ela procurou a polícia e disse que eu possuía a pistola”, argumentou, explicando que mantém o armamento porque sua empresa já foi assaltada.

Paulo garante que jamais fez qualquer tipo de ameaça contra a ex ou usou de violência contra ela. Tanto que, após o testemunho de vizinhos, ele conseguiu sua liberação na justiça. O inquérito que apura o caso, no entanto, continua correndo na polícia.

O varejista foi defendido pelos advogados Paulo Duarte e João Paulo das Virgens e fez questão de reconhecer a competência dos dois profissionais, que atuaram no caso e vão cuidar do processo na justiça.