Vivaldo não quis falar com a imprensa na DPF

Foi preso, por agentes da Polícia federal, no início da noite desta sexta-feira, 21, o ex-secretário municipal de Saúde de Vilhena, Vivaldo Carneiro Gomes. Ele teria sido informado que havia um mandado de prisão contra si e, por isso, foi até a DPF, onde após uma breve conversa com o delegado Flori Cordeiro de Miranda Júnior, recebeu voz de prisão e seguiu para a carceragem, sem falar com a imprensa.
A polícia não revelou oficialmente os motivos da prisão, mas na própria DPF, entre os profissionais de imprensa, circulava o boato de que o ex-secretário estaria destruindo e adulterando provas que pudessem incriminá-lo.
De acordo com o procurador da República em Vilhena, Daniel de Azevedo Lôbo, cuja entrevista ao jornal FOLHA DO SUL pode ser lida a partir deste sábado, o maior volume de desvios estava na Pasta comandada por Vivaldo desde 2010. Ele deixou o cargo recentemente, a pedido, logo após prestar depoimento na própria PF.
O nome do titular da Semus acabou envolvido nas denúncias após um servidor que era seu subordinado fazer delação premiada a passar a colaborar com a PF em troca de redução de sua pena.
Com a prisão de Vivaldo, são três agora os secretários do prefeito Zé Rover (PP) que são flagrados pela PF e “tirados de circulação” sob a mesma acusação: obstrução de investigações. Além de Gustavo Valmorbida (Fazenda) e Bruno Pietrobon (Gabinete), também foram presos o servidor Nicolau Júnior, braço direito do segundo, e o advogado Carlos Pietrobon, espécie de conselheiro político e jurídico de Rover.