Não é exagero comparar o mundo “normal” e o “da política” sob o aspecto que um dá voltas enquanto o outro avança às reviravoltas. O posicionamento de hoje pode colocar atores deste cenário em situação controversa amanhã, e muitas vezes a história do personagem e caminho traçado ao longo de seu percurso podem ser usados em seu próprio desfavor. Rondônia, sob o âmbito do funcionalismo público, acena tomada de posição de embate com o governo ainda em fase de “desmame”, com indefinição completa acerca de quem assume representações do Estado pelo interior afora. Tudo indica que se as coisas não estiverem bem azeitadas entre o governo, os “compadres”, e aqueles que carregam o piano nas costas – o funcionalismo efetivo – a coisa pode ferver. E o que na campanha era “coringa” acaba se arriscando a ficar com aspecto de “mico”.
A primeira conclusão a que se chega conversando com integrantes de sindicatos das categorias funcionais do governo é que o movimento organizado considera o Chefe do Executivo (Confúcio) “frouxo”” e “inconfiável”, entre outros termos.“Ele ‘arregou’ em todas as greves do funcionalismo na gestão passada, mas não cumpriu praticamente nada com o que se comprometeu na mesa de negociações”, comenta um integrante do sindicato de agentes da Polícia Civil, entidade que fez muito barulho nos últimos quatro anos e que já pode começar a rugir na semana que vem, caso Confúcio Moura venha mesmo a Vilhena para o lançamento do ano letivo.
A possibilidade de ato para chamar a atenção do governo aumenta, e muito, se quem aparecer for o vice Daniel Pereira. E, para atrair titular ou segundo em torno de sua causa, o funcionalismo pode adotar os métodos tradicionais, como “operações-padrão” ou mesmo paralisação através de greves. E, na mesa de negociações é presumível que vão exigir que o vice represente o governo. O propósito pode ser colocar Pereira em confronto com o próprio histórico, exigindo dele coerência com as bandeiras dos servidores que sempre empunhou.