Assaltantes garantiram que vítimas ficassem confortáveis

Dois homens foram mantidos reféns por mais de quatro horas, durante um assalto a residência no bairro Alto dos Parecis, em Vilhena. O roubo aconteceu na noite de ontem (sexta-feira, 08) e os marginais fugiram levando uma caminhonete.
 A reportagem da FOLHA DO SUL ON LINE conversou com a vítima, um construtor de 55 anos, que deu detalhes da ação criminosa.  O homem, que pediu para ter a identidade preservada,  contou que estava com um vizinho no quintal da residência, quando foi abordado por dois indivíduos de armas em punho, que anunciando o roubo.
O outro homem, que tem a mesma idade que a vítima, e é funcionário do Grupo Gazin, ainda achou que pudesse ser uma brincadeira e deu risada dos assaltantes, mas logo percebeu que realmente se tratava de um roubo. 
Depois de rendidos, os homens foram levados para um dos quartos da residência, e ali  amarrados com tiras de tecido, com as mãos para trás e amordaçados com fitas adesivas. Nesse momento, pelo menos mais dois assaltantes chegaram ao imóvel. Um dos ladrões pediu a chave da caminhonete Toyota SW4 do dono da casa e saiu com um comparsa, ficando dois assaltantes cuidando das vítimas. 
Um fato curioso narrado pelas vítimas é que os assaltantes, após dominarem os dois, passaram a ser cuidadosos, sem empregar violência, chegado a ligar o ventilador no quarto e fornecer travesseiros para os amigos ficarem mais confortáveis durante o período que permaneciam reféns.
Os marginais renderam as vítimas por volta das 19h30 e, quando libertaram, já passava das 23h30. Durante o momento em que os assaltantes permaneceram na casa, mantinham contato o restante da quadrilha, questionando se os colegas haviam chegado ao destino com o veículo roubado. 
Após mais de quatro horas, os assaltantes deixaram a casa em uma motocicleta de cor escura.  Então, as vítimas, ao perceberem que a dupla havia deixado o imóvel, conseguiram se desamarrar e chamar a polícia. A PM coletou dados e realizou diligências, mas não obteve sucesso na localização do veículo roubado, e nem dos assaltantes.
A vítima, que se mudou há poucos dias para o bairro, e ainda não havia nem desfeito totalmente as caixas com seus pertences, se disse desaminado com a nova moradia.