Advogado nega haver provas contra Bruno e Gustavo
O advogado Roberto Mailho, que acompanhou os secretários municipais Gustavo Valmorbida e Bruno Pietrobon (foto secundária) na manhã desta quarta-feira, 12, até a Delegacia da Polícia Federal em Vilhena, concedeu entrevista logo após o depoimento dos dois.
Mailho adiantou a linha de defesa que pretende adotar no caso, reconhecendo haver indícios de crimes cometidos por servidores subordinados aos secretários, mas negou a participação deles nas ilegalidades. Segundo o defensor, que não revelou o conteúdo dos depoimentos de seus clientes, ambos pediram exoneração de seus cargos: Bruno ocupava a chefia de gabinete do prefeito Zé Rover (PP), enquanto Gustavo era secretário governamental.
O advogado disse que “não há nada de concreto” contra Bruno e Gustavo, repetindo que eventuais condutas ilegais seriam de responsabilidade de outros servidores subordinados a eles. Elogiou o trabalho da PF e pediu o aprofundamento das investigações. A alegação para o pedido de exoneração da dupla é que eles pretendem “colaborar com a apuração” a ser feita pela polícia.
Roberto Mailho também comentou as declarações atribuídas ao ex-secretário de Comunicação, Luís Serafim, que também pediu demissão. Admitiu que o cliente confessou uma falha no uso de verbas para o pagamento de publicidades na imprensa, mas garantiu que ele não se beneficiou do procedimento, antecipando a apresentação de seus extratos bancários para comprovar que a irregularidade não lhe garantiu rendimento algum.
Sobre o servidor preso, Nicolau Júnior, Mailho disse desconhecer o teor de seu depoimento e das acusações que pesam contra ele. Também revelou não saber nada sobre o caso do secretário de Saúde, Vivaldo Carneiro Gomes, que se demitiu hoje, logo após ser ouvido também na DPF.