Pouco mais e um ano depois de ser submetido a julgamento e absolvido da acusação de ter assassinado, em julho de 2010, a esposa Maria Darc Alves Coelho, o braçal Divino Martins de Oliveira foi novamente levado a Júri Popular na manhã desta segunda-feira, 17, no Fórum de Vilhena. Isto ocorreu por que a Promotoria de Justiça recorreu da primeira sentença.
Naquela data, Divino foi julgado pelos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil, pois teria matado Maria Darc, com quem vivia maritalmente, em virtude dela ter se recusado a fazer sua janta, e por posse ilegal de arma.
No primeiro julgamento, o Conselho de Sentença, então formado por seis mulheres e um homem, entendeu que o réu agiu em legítima defesa e o absolveu do crime de homicídio. Mas, o condenou por posse de arma.
A novidade no julgamento de hoje foi o pedido feito pelo promotor de justiça Elicio de Almeida e Silva, da retirada da qualificadora de motivo fútil, pedindo a condenação do réu pelos crimes de homicídio simples e porte ilegal de arma.
A defesa, a cargo do defensor público George Barreto Filho, reforçou as teses defendidas em 2013.
Diferentemente do primeiro julgamento, não houve réplica, e, por conseguinte, nem tréplica. Assim como no julgamento do ano passado, o conselho de sentença hoje foi também formado por seis mulheres e um homem. Mas, diferentemente daquele dia, quando os jurados o absolveram, hoje o teu foi condenado por homicídio simples e pelo porte ilegal de arma. Pelo primeiro ele cumprirá 5 anos e 10 meses, no regime semi-aberto. E pelo segundo, 1 ano.
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