Beneficiários devem se antecipar à intimação, dizem advogados

O FOLHA DO SUL ON LINE acaba de confirmar, junto a uma fonte envolvida no caso, que já estão nas mãos dos investigadores da “Operação Stigma”, desencadeada pela PF a fim de apurar um esquema de corrupção na prefeitura de Vilhena, os extratos bancários mostrando a movimentação financeira do ex-secretário de Comunicação, Luiz Serafim. Na semana passada, o jornalista e o ex-secretário Gustavo Valmorbida foram condenados a 76 anos de prisão, cada um, por fraudar uma licitação destinada a remunerar veículos de imprensa.
De acordo com as informações obtidas pelo site, os documentos mostram que, além dos sites, revistas e a empresa citados pelo próprio Serafim como beneficiários das verbas publicitárias, outros veículos aparecem na nova relação de recebimentos.
Com a quebra de sigilo do ex-secretário, autorizada pela justiça, a PF conseguiu mapear o caminho do dinheiro e, agora, chamará os que receberam para tentar se explicar.
Após a apuração da responsabilidade de cada órgão de comunicação, caberá ao Ministério Público Estadual oferecer denúncia na justiça (também estadual), uma vez que os recursos desviados por meio de fraudes, não são de receitas federais.
 Advogados que acompanham o caso dão uma dica: “Seria vantajoso para quem já sabe que recebeu parte do dinheiro procurar a Polícia Federal e se antecipar à intimação. Isso mostraria a disposição das empresas e dos profissionais em colaborar com a investigação”.