Advogado nega participação em assalto
Fontes do FOLHA DO SUL ON LINE revelaram que, esta semana, agentes penitenciários de plantão na Cadeia Pública de Vilhena tiveram que agir para impedir que o empreiteiro Aucenir Silva Pereira fosse agredido por outros detentos. Conforme os relatos não oficiais, os apenados teriam se desentendido por causa de uma disputa por alimentos. Ameaçado, Pereira teve que ser transferido para outra cela do complexo.
Aucenir, 34 anos, que atua no segmento de construção, foi o primeiro empresário a fazer delação premiada na Polícia Federal, quando revelou detalhes sobre um suposto esquema de corrupção na prefeitura. Também é um dos denunciados pelo MPF por irregularidades em obras executadas no município com recursos federais.
A prisão do construtor, no entanto, nada a tem a ver com a investigações da Polícia Federal. Ele foi acusado de participação num assalto contra o Bar da Loira, na periferia da cidade, cerca de duas semanas atrás.
Ao site, no entanto, o advogado de Aucenir negou que ele tenha participado do crime. Explicou que, no dia do assalto, seu cliente havia ido à casa de um amigo e deixado a chave na ignição do carro. O filho do dono da residência pegou o veículo sem seu conhecimento e retornou, após o roubo frustrado. Outros dois comparsas estariam envolvidos na ação.
No momento em que iria embora, o empresário foi abordado por policiais militares e acusado de integrar o grupo que cometeu o crime, sendo levado para a DPC, onde acabou flagranteado. “Mas os depoimentos dos verdadeiros participantes e das próprias vítimas o inocentaram no inquérito”, explicou o advogado, que é da cidade de Cerejeiras e não atua nos processos contra ele na justiça federal.